10 de fevereiro de 2009
9 de fevereiro de 2009
Vinho tem que emocionar
Jornalista e sommelier internacional, Roberto Rabachino fala sobre a produção nacional do setor vitivinícola
Flores da Cunha – Consultor de uma vinícola da Serra e professor convidado da Escola de Gastronomia UCS-ICIF, o jornalista e sommelier italiano Roberto Rabachino é um velho conhecido do setor vinícola da região. Responsável pelos programas internacionais da Federazione Italiana Sommelier Albergatori Ristoratori (Fisar), ostenta entre os inúmeros títulos e premiações o feito de ter sido eleito por duas vezes (1992 e 1996) o melhor sommelier do mundo.
No último final de semana, ele abriu os cursos de degustação de vinhos oferecidos durante a Fenavinho. Neste sábado, ele participa de um almoço de confraternização para marcar a posse das diretorias da Federação Brasileira de Confrarias e Associações Femininas do Vinho e do Espumante (Febave) e da Confraria Amigas do Vinho.
Em sete anos de vindas constantes ao país, Rabachino se declara um grande promotor do vinho brasileiro de qualidade. Tanto que, no inverno do ano passado, escolheu Caxias do Sul para o lançamento de seu 24º livro, o Manual Didático para o Sommelier Internacional: para Saber os Sabores do Vinho. A publicação, com tradução em oito idiomas, traz um capítulo sobre a produção brasileira de vinho. O tema chegou a ganhar espaço maior que o dedicado ao Chile e à Argentina. Na ocasião, concedeu uma entrevista ao Pioneiro na qual avaliou a vitivinicultura nacional e falou sobre o perfil do consumidor brasileiro da bebida.
Deguste a seguir o bate-papo com o especialista.
Pioneiro: O senhor faz assessoria para uma vinícola da Serra, tal qual o enólogo francês Michel Rolland. Entretanto, ele não poupa críticas à produção nacional de vinhos, em especial ao vinho de mesa. Qual sua avaliação do vinho brasileiro?
Roberto Rabachino: Tenho uma ideia muito precisa da produção de vinhos no Brasil devido aos sete anos de vindas ao país. Acompanhei toda a evolução pelo qual passou o vinho de qualidade. O enólogo francês, em parte, tem razão quando fala de vinhos de mesa, mas erra totalmente quando ele e muitos outros enólogos falam do vinho brasileiro como não sendo de qualidade. Não é absolutamente verdade. Muitos tintos e espumantes brasileiros são de altíssima qualidade e podem competir tranquilamente com os grandes vinhos do mundo. Se existe uma deficiência no Brasil é que os brasileiros não acreditam nos vinhos nacionais. Eu sempre digo que se 50% do orgulho direcionado à seleção de futebol fosse investido em produtos agroalimentares brasileiros, sobretudo aos vinhos de qualidade, não haveria vinho suficiente para satisfazer toda a necessidade interna do país.
Pioneiro: O vinho brasileiro tem qualidade internacional?
Rabachino: O vinho brasileiro pode competir com todos os grandes vinhos importados do mundo. Há pelo menos quatro anos, escrevo e digo isso. O vinho brasileiro é um grande vinho. Obviamente não todos, mas tu achas que todos os vinhos italianos são bons? Vocês, brasileiros, têm um grande defeito. Eu circulei por todos os restaurantes de alta gastronomia no país. Sendo também jornalista, sou muito curioso, não olhava tanto a minha mesa, mas a dos outros. Onde estavam os brasileiros comendo, bebiam vinhos argentinos e chilenos. Onde estavam os estrangeiros, bebiam o vinho brasileiro.
Pioneiro: Hoje os chilenos e os argentinos representam mais da metade do mercado de vinhos consumidos no Brasil. Além da competitividade de preço, há razão para esse prestígio?
Rabachino: Não é apenas uma questão de qualidade ou de preço. É uma questão cultural. Hoje o vinho brasileiro é considerado para o consumidor interno um vinho de baixa qualidade. Qual é o motivo? Ainda não existe a cultura e a didática de beber no Brasil. Não existe o conhecimento técnico da degustação. O brasileiro não é burro, mas não tem a cultura do gosto de beber. Ele confia na cultura dos outros. Não há uma identidade. Mas isso está sendo criado. Nos últimos cinco anos, o Brasil está fazendo um percurso que na Itália levou 50 anos. Hoje, o futuro do mundo enológico é também no Brasil. Sobretudo no consumo. Graças aos cursos de formação e aos produtores brasileiros, que estão ganhando menos mas focando a qualidade.
Pioneiro: O senhor destacaria uma qualidade e um defeito do vinho nacional?
Rabachino: No Brasil há terreno, solo, água excepcionais. E para fazer um bom vinho é necessário todas essas coisas. Mas, principalmente, é necessário uma baixa produção por hectare. Outro ponto relevante é que as empresas importantes do Brasil estão mudando a geração de comando. O produtor que iniciou a atividade vitícola 30 anos atrás tinha uma cultura brasileira porque sempre circulou só no Brasil. Hoje, esses produtores têm filhos e eles não ficaram só por aqui, circularam pelo mundo inteiro. Esses jovens estão assumindo as empresas e essa mudança de geração também traz contribuições sobre a qualidade. A cultura deles é superior à de seus pais. Obviamente não por inteligência, mas por nível de conhecimento. O futuro enológico vive dessas duas passagens fundamentais: a tecnologia e o conhecimento. Esses dois fatores trarão somente vantagens ao vinho brasileiro. E não apenas do ponto de vista qualitativo, mas também econômico e social, porque elevará o status social desses agricultores. Não serão mais apenas trabalhadores da terra, serão empreendedores da terra.
Pioneiro: É possível o Brasil alcançar o status de produtor vinícola junto aos países reconhecidos mundialmente?
Rabachino: Isso é seguro. Posso tranquilamente citar 20 vinhos brasileiros, e não o farei por questões éticas, que teriam condições de competir com os tops de qualquer lugar do mundo. Sou promotor de todos os vinhos brasileiros.
5 de fevereiro de 2009
Xícaras estilo TOTEM

Enfeitam com certeza sua mesa de café da manhã.
O trabalho é do designer canadense Rob Southcott.
Feitas em porcelana.
Custam em torno de 59 dolares.
Quer comprar?
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4 de fevereiro de 2009
Governo apoiará comercialização de 38 milhões de litros de vinho

| Cooperativas e indústrias de vinho do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina vão receber apoio do governo federal para a comercialização de 38 milhões de litros da bebida nesta safra. O primeiro edital, para 16 milhões de litros, deve ser publicado pela Conab ainda nesta semana.A negociação será por meio de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP). Diferentemente de 2008, a emissão da nota fiscal da indústria para o produtor poderá ocorrer durante a comercialização e o pagamento, realizado após a industrialização. O novo regulamento foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (3). Segundo o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, a atuação do governo permitirá uma equalização do volume em estoques, abrindo espaço para que as cooperativas e indústrias cumpram o valor do preço mínimo, de R$ 0,46. A mudança atende orientação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados. O assunto foi discutido no ano passado pelo governo e representantes do setor, que reclamavam do acesso às operações. Para receber o PEP o arrematante precisa apresentar à Conab duas notas fiscais: a primeira deve ser emitida pelo produtor, garantindo que ele foi remunerado pelo preço de referência e, a outra, expedida pelo próprio arrematante do prêmio, comprovando o escoamento para as regiões determinadas no edital. No ano passado, a Companhia ofertou subvenções para o escoamento e destilação de 177 milhões de litros de vinho. Indústrias e cooperativas arremataram prêmios para 26,6 milhões de litro. Fonte: Agencia Safras |
3 de fevereiro de 2009
Ótima opção pra quem vai visitar a FENAVINHO

Fenavinho promove workshops e cursos sobre a bebida
— Quando: sextas-feiras, às 20h (exceto no dia 30), sábados e domingos, às 14h30min, 17h30min e 20h — Quanto: gratuito — Inscrições: no site www.fenavinhobrasil.com.br (link credenciamento / cursos de degustação) Curso de Sommelier — Quando: 2 e 6 de fevereiro — Onde: no campus da UCS em Bento Gonçalves e na Escola de Gastronomia da UCS, em Flores da Cunha — Quanto: R$ 3.770 (somente curso) ou R$ 4.200 (com hospedagem) — Inscrições: até domingo, na Secretaria Geral de Extensão da UCS, em Caxias do Sul, ou pelo site www.ucs.br (link Escola de Gastronomia) — Informações: (54) 3218.2631 ou (54) 3292.1188
Aproveite para participar do ECONTRÃO DA CONFRARIA DAS AMIGAS DO VINHO.
Entre em contato:
amigasdovinho@uol.com.br
2 de fevereiro de 2009
Cerveja Artesanal em Campos do Jordão

Evento acontece de 23 de janeiro a 28 de fevereiro de 2009
Aos amantes da cerveja uma ótima notícia! Os restaurantes de Campos do Jordão que levam o selo Cozinha da Montanha, iniciam o Calendário de Eventos Gastronômicos 2009 com a Temporada Gastronômica da Cerveja Artesanal, festival que acontece de 23 de janeiro a 28 de fevereiro de 2009.O mundo das cervejas vem passando por uma revolução, com o renascimento das cervejas artesanais. As marcas mais populares abrem também espaço para as cervejas gourmets e alcançam assim um público mais selecionado que freqüenta Campos do Jordão, a mais refinada cidade de serra no Brasil, também no verão. Para os dias quentes e as noites frescas da montanha (já provida de ar condicionado natural) a tradição, o sabor e a variedade da cerveja artesanal poderá ser apreciada durante todo festival.
Degustações, harmonização com queijos, charutos e pratos diferenciados, aulas de culinária com o tema “Cozinhando com Cerveja”, de entradas a sobremesas, aulas sobre produção de cervejas caseiras devem compor variada agenda para os consumidores na cidade.
Ao todo são 24 restaurantes participantes da Temporada e cada chef de cozinha escolheu um tipo de cerveja para fazer o seu prato, indicando também a harmonização ideal para a refeição.
Ainda durante o evento de verão, a cidade estará promovendo o Carnaval Cultural - ideal para quem quer fugir das filas nas praias - que todo ano apresenta uma programação com shows de MPB e teatro nas praças e no Auditório Claudio Santoro com uma programação de lazer especial.
As reservas para participar devem ser feitas pelos telefones (12) 9751-7884 ou pelo e-mail cozinhadamontanha@gmail.com, a entrada é franca. A Temporada Gastronômica de Cerveja Artesanal acontece de 23 de janeiro a 28 de fevereiro, com apoio dos sites PortaldeCampos.com.br e CamposdoJordao.com.br. O Espaço SCA está localizado na Av. Dr. Emilio Ribas, 870 - Capivari.
15 de janeiro de 2009
Estiagem no Sul vira aliada na produção de uva e vinho

Se há culturas que são duramente prejudicadas com a estiagem, as vinícolas não veem motivos para preocupação. A seca favorece a maturação das uvas, que já são colhidas desde o início da semana na fronteira oeste e na região serrana do Rio Grande do Sul.
Apesar de a falta de chuva não atrapalhar, a safra deste ano será menor do que em 2008. Na Vinícola Aliança, em Santana do Livramento, safristas não medem esforços sob sol quente para colher as uvas em 40 hectares. São 300 toneladas que devem ser coletadas até meados de março. A torcida é para que a precipitação não seja abundante durante o processo.
– Dessa forma, a planta acaba não sugando água do solo, concentrando mais açúcar, preservando o sabor na fruta – diz o técnico Odinei Cardoso.
A safra deste ano no Rio Grande do Sul deverá ficar entre 441 milhões e 504 milhões de quilos. No ano passado, foram produzidos 630 milhões de quilos. E a culpa não é da estiagem. O inverno rigoroso e a chuva abundante entre setembro e outubro do ano passado, no período de floração das lavouras, prejudicaram o desenvolvimento das frutas.
Apesar disso, a expectativa para 2009 é de um mercado mais favorável aos vinhos nacionais. Com a crise, a intenção é conseguir vender no mercado interno diante de uma concorrência importada mais cara, devido à alta do dólar. Para o vice-presidente da União Brasileira de Vitivinicultura, Deunir Argenta, parte disso depende de uma valorizar do produto nacional.
Fonte:
CANAL RURAL









