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29 de setembro de 2010

A história do Nhoque

Por magia ou superstição, cada vez mais os paulistanos procuram restaurantes de cozinha italiana, todo dia 29, em busca de nhoque. Saboreando esse prato, acreditam ter sorte por 30 dias seguidos. Alguns comem apenas sete nhoques, mastigando sete vezes cada um. Outros devoram tudo, pois julgam importante não haver sobra. Os adeptos do nhoque da sorte informam que ele surgiu na Itália, terra natal do prato; os incrédulos afirmam que nasceu na América do Sul, como estratégia de restaurantes que precisavam aumentar a clientela. A origem do costume é explicada com uma lenda que possui variações. A mais freqüente conta que um frade andarilho chegou a uma pequena localidade italiana e bateu à porta de um casal de velhinhos, num dia 29. Pediu um prato de comida e recebeu o único alimento que havia: nhoque. Tempos depois, voltou ao local e contou aos velhinhos que, após comer aquele prato, sua vida mudara para melhor.

Muitos restaurantes paulistanos servem o nhoque da sorte - e o costume se espalha por outras cidades brasileiras. A honra de sua introdução, porém, é reivindicada por duas casas. Laura Giarelli, que os amigos chamam de Lála, afirma ter conhecido o nhoque da sorte na década de 70, durante uma viagem à Argentina. Garante que iniciou o preparo mensal do prato em 1979, ao fundar o restaurante La Bettola. Mas Mary Nigri, dona do Quattrino, também está no páreo. Teria sido a pioneira, apesar de servir o nhoque da sorte há apenas 13 anos. A rivalidade é cordial e Mary Nigri costuma descrever assim da reação dos clientes: "Muitas pessoas voltam no dia 29 do mês seguinte dizendo que o prato ajudou a concretizar projetos, arrumar companhias ou favorecer reconciliações". Para reforçar a sorte da clientela, há restaurantes que colocam uma nota ou moeda de um real sob o prato. O dinheiro precisa ser guardado por um mês. Os mais supersticiosos - ou mais pragmáticos - trocam o real pelo dólar trazido na carteira. É moeda forte, resistente aos tropeções do mercado e com futuro garantido.

O simpático costume de comer nhoque no dia 29 poder ser recente, mas a história do prato é bastante antiga. Foi certamente o primeiro tipo de massa caseira - apesar do renomado gastrônomo Pellegrino Artusi, autor do clássico italiano A Ciência na Cozinha e a Arte de Comer Bem, publicado em 1891, não o enquadrar nessa categoria. O espaguete, o ravióli e companhia são posteriores. Supõe-se que o nhoque exista desde os antigos gregos e romanos.

Na Itália, chamaram-no primeiramente de macarrão. Na Idade Média, porém, já era conhecido com o nome atual. Em português, escreve-se nhoque. Fica parecendo vocábulo de ascendência tupi-guarani. Em italiano, grafa-se "gnocchi". O sociólogo paulista Gabriel Bolaffi, no livro A Saga da Comida, lançado em 2000, diz significar "algo como pelota, isto é, uma pelotinha de farinha amassada com água".

Mudando conforme os ingredientes da massa e do molho, o nhoque começou a ser elaborado com várias farinhas, sobretudo de trigo, arroz e inclusive com miolo de pão. Misturadas com água, temperadas com sal e cozidas na água, propiciaram alimentos substanciosos. Anos depois, a massa foi enriquecida com espinafre, queijo, castanha, carne ou peixe. Após a introdução do milho na Itália, em meados do século 16, surgiu o nhoque de polenta. Mas foi a chegada da batata, entre os séculos 16 e 17, que mudou a história do prato.

Tornou-se seu ingrediente supremo, embora continuem prestigiados os nhoques de farinha de trigo e semolina. Os sicilianos criaram uma receita exemplar. Seu nhoque mais famoso usa farinha de trigo, ricota de ovelha; no molho, uva passa, manjericão fresco e "pinoli". A receita dos romanos leva semolina, cozinha no leite e vai ao forno com queijo parmesão.

No passado, o nhoque era uma preparação característica das cozinhas do norte e centro da Itália. Hoje, caiu em domínio nacional. Venceu até a resistência dos napolitanos, adeptos irredutíveis do espaguete e outras massas de fio longo. Alastrou-se aos países vizinhos. Na Alemanha existe um prato assemelhado. É o "spätzle", que acompanha caça ou carne assada. Também é preparado gratinado e servido em sopas. A Hungria repete a receita, mudando o nome para "galuska", que se harmoniza com o "goulash", um ensopado de carne conhecido desde o século 9.º. Ambos são feitos com farinha de trigo.

No Brasil, o chef francês Laurent Suaudeau criou uma obra-prima que outros cozinheiros copiam: nhoque de milho verde. A imaginação gastronômica desconhece limites. Outros cozinheiros em atividade no país desenvolveram nhoques de batata-doce, mandioca e mandioquinha.

Em qualquer receita, a massa também comporta recheios. O ingrediente mais comum é o queijo. Na região italiana do Friuli, coloca-se uma ameixa dentro do nhoque gigante de batata. Essa curiosa combinação é atribuída à influência da vizinha Áustria. Elaborações cortadas em fragmentos arredondados, frutos secos como a noz, amêndoa, castanha e avelã, sementes de frutas frescas como a romã, o bago da uva, cereais como a lentilha, alimentam o corpo e espírito em diversas culturas. Não por acaso são comidas de bom augúrio na passagem do ano. Essas referências explicariam o sucesso do prato de todo dia 29. Para o comilão, entretanto, a verdadeira fortuna é saborear nhoque.

Fonte: (O Estado de S. Paulo)

9 de julho de 2010

10 de julho Dia da Pizza


Ah benedeta pizza... Uma breve pincelada sobre a história dessa delicia. Sim eu amo pizza.
E meu sobrenome não nega, tenho que honrar os antepassados.

Curiosidades

A história da pizza começou há 6 mil anos com os egípcios. Acredita-se que eles foram os primeiros a misturar farinha com água.

Outros afirmam que os pioneiros são os gregos, que faziam a massas à base de farinha de trigo, arroz ou grão-de-bico e as assavam em tijolos quentes.

A novidade foi parar na península da Etrúria, na Itália. Era um alimento de pobres do Sul da Itália. Mas foram os napolitanos que passaram a acrescentar molho de tomate e orégano à massa, que era dobrada ao meio e devorada como se fosse um sanduíche.

Quem tinha um pouco mais de dinheiro colocava queijo, pedaços de linguiça ou ovos por cima. A partir do século XVI, a novidade era apreciada na corte de Nápoles e logo se espalhou pelo mundo.

Pizzas podem ter uma centena de coberturas. A primeira redonda criada por Rafaelle Esposito, em 1889, para ser servida à rainha Margherita, da Itália, foi enfeitada com as cores da bandeira italiana: queijo (branco), manjericão (verde) e tomate (vermelho).


Margherita Segundo João Carlos Demarco, diretor de gastronomia da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospitalidade e Turismo, em 11 de junho de 1889, o mestre de cozinha Rafaelle Esposito recebeu a visita da rainha da Itália em seu restaurante, na cidade de Nápoles. Em homenagem a ela, Esposito preparou uma pizza com as cores da bandeira italiana. O vermelho foi representado com rodelas de tomate, o branco com queijo e o verde com folhas de majericão.

A massa ganhou o nome da majestade: Margherita.


Acesse aqui e veja a receita da massa básica.


25 de outubro de 2009

Dia do macarrão 25/10



Como adoro massas vou postar uma super dica nesse dia especial. Além de ser aniversario de minha querida Rosane Canthè. Sobre a história do macarrão já escrevi sobre no site: Sabores & Letras Mas se ficarem curiosos também tem essa história aqui: ABIMA Mas a dica é a seguinte: As melhores combinações de molho para massas.

Cabelinho de Anjo

Molhos a base de queijo, manteiga com ervas, e molhos à base de peixe

Conchiglie rigate

Molhos de tomate( tipo pomodoro), molhos simples à base de manteiga, e molhos com carne.

Farfalle

Molhos tipo creme para saladas, simples à base de azeite, manteiga, legumes, ou molho de queijo, um ragu também fica bem legal.

Fettucine

Molho branco, molhos combinados à base de caldo concentrado de carne.

Linguine

Pestos, molho com pedaços de tomate, à base de azeite, ou à base de peixe

Orzo

Caldos, minestrone, molho cremoso de legumes.

Rigatoni

Molhos à base de carne, legumes, embutidos e cogumelos.

Rotini

Molhos tipo salada, sugo, cremosos, e do tipo carbonara que é feito à base de ovos e bacon.

Spaghetti

Molho de tomate com almôndegas, pedaços de tomate, molhos à base de carne ou peixe.

Zili

Molhos com tomates frescos e legumes, molhos de carne ou peixe e molhos picantes.

São apenas algumas dicas. No site da ABIMA tem vários tipos de massa.
Massa comum
Elaborada na forma mais elementar, ou seja, farinha de trigo e água, resultando num produto de preço mais acessível.
Massa de sêmola
Elaborada com uma farinha de trigo mais nobre, hoje denominada de farinha de trigo Tipo 1 e, portanto, resulta um produto mais claro.
Massa com ovos
Elaborada com a adição de três ovos por quilo de farinha.
Massa grano duro
É chamada assim porque é elaborada a partir de um trigo especial chamado trigo durum. A massa do tipo Grano Duro fica naturalmente al dente, ou seja, soltinho, porém consistente e ideal para a boa mastigação.
Massa integral
Elaborada com farinha de trigo integral e contém mais fibra em sua composição. Ideal para pessoas que necessitam de dietas especiais e acompanhamento de nutricionistas.
Massa com vegetais
São massas coloridas nas quais são acrescentados vegetais como beterraba, espinafre, cenoura etc.
Massa caseira (pode ser encontrada com ou sem ovos)
Elaborada de forma artesanal por meio da qual a massa é laminada, apresentando maior porosidade e absorção do molho.

A consistência da massa dependerá mais do tipo de macarrão do que do formato. Um tipo que está sempre al dente após o cozimento é o Grano Duro, elaborado a partir de farinha de trigo "grano duro" (com o qual se fabricam os macarrões italianos). O macarrão de sêmola, por sua vez, é feito a partir de trigo "tenro" (mais macio) e, por isso mesmo, só ficará "al dente" de acordo com o tempo de cozimento. É importante destacar que esses dois tipos não possuem colesterol porque não levam ovos em suas composições.

Então vou deixar uma super receita que aprendi com minha avó. Ela como toda boa italiana começada a preparar o Ragú no sabado, mas essa dica vai dar um super molho. RECEITA DO RAGÚ: RAGÚ DE CARNE Você vai precisar de: 100 ml. de azeite de oliva 100 gr. de manteiga 1 cebola pequena picada 1 cenoura em cubos 2 talos de salsão, em cubos pequenos 400 gr. de carne moída ou ou peça inteira (acem, linguiça ou cordeiro) 200 ml. de vinho tinto seco de qualidade 500 ml. de purê de tomate 100 gr. de queijo parmezão ralado 1/2 lt. de caldo de carne manjericão fresco sal e pimenta do reino noz-moscada Preparo: Refogue a cebola na metade do azeite e da manteiga até estar levemente dourada, adicione a cenoura e o salsão e refogue muito bem. Refogue a carne no azeite e manteiga restantes e deixe dourar. Acrescente o vinho e conserve em fogo alto até evaporar. Junte a carne ao refogado de legumes e conserve em fogo baixo para mesclar os sabores. Incorpore os tomates e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 3 horas, mexendo sempre e adicionando um pouco de caldo de carne se necessário. Retifique o tempero, adicione a noz moscada ralada e adicione o manjericão. Segue abaixo as referências do quadro de massas lá de cima:

1. Massa recheada, cappelletti. Quando pequenos, chamam-se tortellini. Maiores serão tortellonis ou orecchionis.
2. Massa recheada, ravioli. Quando maiores, chamam-se agnolottis. Quando do tamanho de pastéis, chamam-se torteis, estes em geral recheados com abóbora.
3. Ziti: tubos finos, podem ser tambem tagliati.
4. Linguine: “pequenas línguas”. Massa comprida, achatada.
5. Taglierini: massa comprida e fina.
6. Fedelini: massa comprida, mais fina do que taglierini.
7. Gemelli: “gêmeos”. Duas tiras de massa que se enrolam uma na outra, cortadas em pedaços.
8. Linguini de legumes, colorida.
9. Conchigliete: pequenas conchinhas.
10. Fusili: tubinhos em forma de espirais.
11. Macaroni: tubinhos curvos.
12. Orzo ou Semi di Melone (sementes de melão): pequenas massas em formato de arroz, usadas principalmente em sopas.
13. Spaghetti: massa comprida. Spaghettoni quando mais grossa, spaghettini quando mais fina.
14. Manicotti: tubos maiores, podem ser recheados.
15. Spaghettini
16. Spirali ou tortiglioni: fusilis compridos.
17. Conchiglie: conchas.
18. Capelli d’angelo: “cabelo de anjo”. Massa fininha para sopas e doces.
19. Radiatori: massa em forma de radiadores.
20. Fettuccine: massa em forma de fita, em ninhos. Quando mais larga, tagliatelle e fettucce.
21. Penne: “pena”. Também chamadas de mostaccioli (pequenos bigodes). Tubos com finais em ângulo. Podem ter riscos na superfície (penne rigati) ou podem ser bem lisas (penne lise). Quando pequeninas, são pennettes.
22. Farfalle: “borboletas”. São as famosas massas gravatinhas.
23. Rotelle ou Ruote: “rodas” de carreta.
24. Rigatoni: tubos de tamanho médio.
25. Eliche ou Spirali: pequenos fusilis
26. Lasagne: folhas de massa para lasanha, com borda crespa.
27. Fusilis de legumes, coloridas.
28. Bucattini: em forma de spaguetti, mas furada no centro. Também conhecida por perciatelli.
29. Fettuccine comprida.
30. Lasagne: folhas de massa para lasanha, com borda lisa.
31. Spaghetti de legumes e de farinha integral.
32. Ditalini: “dedaizinhos”. Pequenos tubos, curtinhos.
33. Orechietti: “orelhinhas”.
34. Conchigliette: conchinhas. Também conhecidas por castellane.
35. Gnocchi: “bolinhas cozidas”.
36. Caneloni: massa para rechear.

Essas denominações são utilizadas na Itália,mas pouco muda em português. E tem uma ou outra que são menos populares aqui no Brasil.


9 de outubro de 2009

Receita para o dia das crianças


Folhadinho Sabor Pizza, sugestão da Cozinha Experimental AROSA

Ingredientes:


1 pacote de Massa Folhada Semi-laminada AROSA 400g; 1 ovo inteiro batido para pincelar. Recheio:


100g de presunto (cortados em cubos ou picados);
100g de queijo mussarela ou prato (cortado em cubos ou picados);
1 tomate sem sementes e escorrido;
orégano e tempero a gosto.

Preparo do Recheio:


Em uma tigela, misture todos os ingredientes do recheio e reserve.

Preparo dos Folhadinhos:

Descongele a Massa Folhada Semi-laminada AROSA conforme as instruções da embalagem.
Em uma superfície enfarinhada, abra com o rolo formando um retângulo de aproximadamente 40cm x 35cm.

Divida a massa em 6 partes e coloque o recheio no centro de cada pedaço.

Umedeça levemente as bordas e dobre a massa sobre o recheio.

Aperte levemente as bordas com o dedo para fechar bem.

Com uma faca, faça cortes na parte de cima do folhado para que o vapor possa sair no momento do assamento.

Pincele com ovo inteiro batido.

Leve ao forno pré-aquecido (180º C) por 30 minutos, ou até apresentar uma cor castanho-dourado.

Dica:


Para o tomate não soltar água durante o assamento, fure a parte de baixo do tomate com o garfo e deixe escorrer por 2 a 3 horas.

Tempo de Preparo:

55 minutos

Rendimento:
6 folhados


8 de outubro de 2009

Calzone de Abobrinha


Agora as dicas legais para incrementar sua massinha de pizza.

Você vai precisar de:


massa de pizza preparada como na receita básica, porém use 250 g de trigo branco e 250g de trigo integral .(mas se quiser a massa básica não tem problema)
3 abobrinhas médias
1 colher de chá de azeite
1 pitada de orégano

2 xícaras de chá de ricota
2 cebolas pequenas em rodelas
100 g de queijo parmesão em cubos

1 xícara de chá de bacon picadinho sal e pimenta do reino

Preparo:

1 - Corte as abobrinhas e refogue com azeite, junte sal , pimenta do reino e orégano.

2 - Abra a massa e corte 4 disco de 4 ou 5 mm de espessura; espalhe a ricota na metade de cada disco, distribua por cima a abobrinha. a cebola, 2/3 do queijo e o bacon picado.

3 - Dobre a massa, cobrindo o recheio e aperte as bordas com os dedos umidos em água, aperte bem para não sair o recheio na hora de colocar no forno.


4 - Coloque os calzones em uma assadeira forrada com papel manteiga untada com óleo.

Distribua sobre a massa o queijo restante. Asse por cerca de 25 minutos em forno alto pré-aquecido, ou até a massa dourar.

Rende 4 porções

7 de outubro de 2009

Massa Básica para pizza


Meu sobrenome não nega a origem, amo massa, amo pizza.
Então vou dar uma receita super
bacana de massa básica e umas dicas vou colocando aos poucos.

Você vai precisar de:

500g de farinha de trigo
1 pitada de sal

2 colheres de sopa de levedura de cerveja

2 colheres de sopa de óleo


Preparo:

1 - Peneire em uma tigela a farinha o trigo e o sal, faça uma cavidade no meio e despeje a levedura dissolvida em um
tico de água morna e o óleo.
Misture bem.

2 - Junte água aos poucos, até obter uma massa firme.
Transfira a massa para uma superfície enfarinhada e sove bem por 10 minutos.
Faça uma bola com a massa e deixe descansar coberta e em local aquecido por 1 hora ou até que ela dobre de volume.

DICAS: Você pode usar levedura de cerveja liofilizada para um crescimento mais rápido, sempre diluida em água morna, acrescenta também 1/2 colher de chá de açúcar. Se preferir, substitua a levedura por um tablete de fermento biológico(15 g).
Rende 8 pizzas.