9 de fevereiro de 2010

Salton supera metas de 2009

Com as metas superadas. Assim a Salton fechou 2009 e define as estratégias para 2010, ano que marca o primeiro centenário da vinícola. O faturamento da empresa chegou aos R$ 207 milhões, ultrapassando os R$ 200 milhões previstos. Para este ano, a meta é atingir os R$ 240 milhões. Os números estão embasados, principalmente, no aumento das vendas de espumantes, segmento em que a Salton destaca-se como a maior produtora do país e líder na sua comercialização nacional há cinco anos consecutivos, traduzindo a alta qualidade dos rótulos.

No total, mais de 6 milhões de garrafas de espumantes finos e frisantes foram comercializadas no ano passado, um acréscimo de 24,5 % em relação a 2008. Os produtos representaram 33,5 % do faturamento da vinícola. O espumante Salton Brut Tradicional mantém-se como campeão de vendas, apresentando um aumento de 10% em relação a 2008. Outro destaque foi o Salton Moscatel que, a cada ano aponta a conquista de novos consumidores: o crescimento, em 2009, foi de 23,2%, com 670 mil garrafas comercializadas.

A linha frisante, dos rótulos Salton Lunae, apresentou uma demanda significativamente superior ao esperado, como revela o presidente da vinícola, Daniel Salton: “Um total de 160 mil caixas foram vendidas em 2009, contra as 50 mil em 2008. É um produto que agradou muito aos consumidores, assim como os espumantes. A tendência é que a demanda cresça ainda mais.” Para 2010, a expectativa é a comercialização de 6 milhões de garrafas de espumantes e 1,44 milhão de garrafas de frisantes, num total de 7,44 milhões de garrafas.

O segmento de vinhos finos, também apontou uma demanda expressiva em 2009. A linha Reserva Salton Classic, por exemplo, teve um crescimento de 33,6 % em comparação a 2008. Formada por cinco varietais – Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat, Riesling e Chardonnay, a linha se apresenta com uma das mais significativas para a imagem da vinícola, pois conquistou um público fiel e exigente ao longo de cada ano.

A Salton ainda constatou a tendência que vem se tornando evidente nos últimos anos: uma maior procura pelo suco de uva. Ainda em novembro, o estoque da empresa foi zerado. De olho neste mercado potencial, a vinícola adquiriu 12 novos tanques, com capacidade para 660 milhões de litros, prevendo uma produção 24% maior nesta safra, em relação a 2009.

Investimentos e estratégias para 2010

No ano em que completa um século de história, a Salton aposta no crescimento do setor e projeta importantes investimentos. Uma nova linha de produção será instalada na, ampliando em 80% a capacidade da vinícola. O equipamento será capaz de engarrafar 12 mil garrafas de vinho/hora e 9 mil garrafas de espumante/hora. A intenção é deixar uma linha de produção exclusiva para vinhos e outra para espumantes, mas com a possibilidade de utilização de ambas de acordo com a demanda de mercado. A construção de duas novas caves subterrâneas também estão em estudo para este ano.

Ampliar as atrações dos turistas é outra estratégia da vinícola neste ano, quando projeta receber 65 mil turistas – em 2009 foram 56 mil. Nos próximos 60 dias, a vinícola conclui a construção do Restaurante Turístico Molin d’Aqua. Com arquitetura peculiar e exclusiva, a edificação contará com um autêntico moinho colonial, movido por roda d’água de sete metros de diâmetro. Para chegar ao moinho, os visitantes irão atravessar uma ponte coberta, de pedra e estrutura em arco, que terá no centro um balcão de belvedere sobre uma cascata. Durante as refeições, as pessoas poderão apreciar as mós de pedra moendo a farinha utilizada no cardápio do estabelecimento, que terá uma gastronomia diferenciada.

Nos próximos dias também estarão finalizadas as rampas das passarelas aéreas, que permitem o acompanhamento dos processos de elaboração do vinho, e a instalação de dois elevadores, que irão para facilitar a visitação de necessidades especiais, como cadeirantes, e da terceira idade.

Quem passou pela vinícola já no início de janeiro também pode desfrutar de um novo espaço: a Sala Vip para degustação. Localizado junto à Loja de Vinhos, o espaço foi projetado para garantir ainda mais conforto para os enófilos que desejam provar os rótulos mais nobres da vinícola, como Salton Talento, Salton Desejo, Salton Virtude, Salton Volpi Pinot Noir, Espumante Èvidence, Salton Séries, com a orientação de um profissional.

Fonte: MEU VINHO

8 de fevereiro de 2010

O parto demorou, mas o Espumas e Paetes nasce!

Lembro-me do inicio dessa conversa se não me engano em 2007.
A idéia original, nasceu de uma conversa, entre as queridas Lilian Rodrigues, Claudia Hollanda e Mike Taylor.
Lembro-me ainda de saber onde registra onde pede autorização, sugeri procurar a SEBASTIANA , parece que valeu a pena.
Finalmente nesse dia 06/02 na Praça Gal. Glicério a primeira aparição do Espumas e Paetes.
Vida longa ao bloco.
Espumantes gelados, e muita alegria, com marchinhas antigas, como Coral Caralito Coroá, e muita PAZ.
Rever antigos amigos, novos amigos, todos embalados pelo clima de alegria e espumantes.
O evento teve o apoio da Confraria Carioca de Duda Zagari, dos representantes da Valmarino e da Cave de Pedra Giorgio e Ricardo Bibán, e do Portal Vinhos DOC de Eduardo Vianna.
As fotos falam por si.
Então cliquem na foto para abrir o álbum:

Espumas e Paetes


Valeu Lília e Claudinha.

4 de fevereiro de 2010

Moacyr Luz o Imperador da Muda


Poucas coisas na vida me deram tanto prazer quanto conhecer essa figura maravilhosa do samba, bom de garfo e entendedor de bons boteco. Só ter conhecido Clara Nunes podia ser mais perfeito e mais emocionante. Um bate-papo gostoso com esse cara do bem @moaluz




1- Moa, você é um homem apaixonado pelo Rio e por seus botequins, fale sobre o botequim que você considera a cara do Rio e porque?


@moaluz Caramba são tantos! Gosto dos bares com mesa de mármore feito o antigo Bar Luiz, ainda na época do chopp Brahma, gosto da clássica mesa de madeira estilo Bar Brasil e gosto muito jeito de beber em pé do Café Gaucho, na São José..Tem os botequins escondidos com belas supresas culinária como Aboim em Copacabana e o Lord Bar numa travessa da Rua da Quitanda. Desses centenários, minha pérola é o Armazém Senado, embora não haja algo mais consistente pra se comer..


2 - Qual a comida de boteco mais a cara do Rio de Janeiro?

@moaluz
Pra mim existem alguns ícones de birosca: tremoços, sardinha e jiló... Mas todo o bar que se preze tem sempre uma carne assada, um pernil exposto na estufa.Se for pra fazer um sanduíche o pão precisa ser cortado na diagonal, prato de sobremesa e guardanapo limpa-queixo embaixo...

3 - Em um botequim não pode faltar?


@moaluz Cerveja gelada e uma delicada dose de mau humor do dono... Um assunto sério pra mim hoje em dia é banheiro limpo.Não abro mão desse quesito e nem acho que pé sujo seja sinônimo de banheiro sujo...

4 - Como começou essa seu afã de buscar e amar os bons botequins?

@moaluz Meu pai morreu de tanto freqüentar alguns.Tive avos paternos que eram feirantes.Tenho na memória visitas que eu fazia a feira que emendavam no botequim da rua...Eu admirava tudo, desde a caneca de vinho até a serragem na beira do balcão...

5 - Você tem muitas musicas que falam de botequim e de comida, qual comida de botequim você gosta de fazer?


@moaluz Gosto de tira gosto...fazer uns jilós, uma carne seca desfiada.e improvisos..Me considero o rei do improviso em geladeira vazia...rs

6 - De onde veio a inspiração para compor Delírios da baixa gastronomia?

@moaluz Inspiração nasceu com o resultado do meu exame de sangue...algum conhecimento eu deveria ter pra tamanho colesterol!!!


Quer saber mais dessa fera? Blog do Moa

Querido grata por esse presente

2 de fevereiro de 2010

Sabato, Domenica e Lunedi



Essa história é bem antiga, mas vez ou outra gosto de recontá-la, pois trata-se de uma cara que mora no meu coração.

Um dia fui a um restaurante em Niterói (Da Carmine)
e comi um Tagliatelli ao Pomodoro Basílico, de comer ajoelhado e rezando.

Pedi para chamar o chef, e quis beijar-lhe a mão. Perguntei como ele fazia aquele belíssimo molho!
Bruno desconversou.

Voltando lá outras vezes, fomos nos tornando amigos, um dia mandei uma berinjela pra ele experimentar e aproveitei pra perguntar novamente sobre o molho...
A belíssima Nápoles dá um toque especial e acolhedor ao filme, com sua fotografia fabulosa.
A história começa mansa, mas com um delicado toque de loucura comum aos italianos, tudo começa no sábado, com a escolha dos ingredientes para o preparo do famoso e disputado Ragú.
Ragú significa cozimento lento, é um prato típico


Calabrês dos bons, ele já sabendo que eu gosto da Sophia Loren começou a falar de cinema.

E me sugeriu assistir a esse filme "Sabato, Domenica, Lunedi".

Eu pensei:

"Mas que italiano sem vergonha, mudou de assunto, ou está de gozação comigo".

Eu já perdi a conta de quantas vezes já assisti a esse filme.

Na minha opinião, um clássico da tragicomédia italiana, Sophia Loren como sempre brilha no papel de Rosa Priore.
A belíssima Nápoles dá um toque especial e acolhedor ao filme, com sua fotografia fabulosa.
A história começa mansa, mas com um delicado toque de loucura comum aos italianos, tudo começa no sábado, com a escolha dos ingredientes para o preparo do famoso e disputado Ragú.

Ragú significa cozimento lento, é um prato típico

italiano onde se leva um dia todo ou quase todo apurando o molho, como o próprio nome diz, cozinhando lentamente.

Na ida de Rosa ao açougue e a feira já sentimos a italianice no sangue, todas as mulheres estão presentes no açougue e discutindo qual o melhor ragú.

O de uma tem lingüiça, o da outra, presunto, e uma falando mal do preparo da outra... Rosa já mostra a que veio, e também que bom italiano não nega a raça.


Sophia Loren interpreta magistralmente
a personagem Rosa, que comanda a casa, a cozinha, manda nas empregadas, dá ordens aos filhos, mas não larga seu posto de mama.

Ao mesmo tempo em que ela esconde uma insatisfação e uma mágoa com o marido Pepino, ela demonstra seu amor no olhar profundo e tocante de Sophia.

Enquanto escolhe,
pica e refoga os ingredientes do Ragú, Rosa ainda prepara o minestrone (uma sopa famosa com muitas variações onde os ingredientes básicos são: muitos vegetais e macarrão) para o jantar do sábado.

Na verdade, a história além de mostrar o cotidiano de uma família italiana em Nápoles, mostra também ressentimentos escondidos, desconfianças e um desejo oculto de vingança pelo marido.

O marido acha que a mulher está de caso com um professor que é amigo da família, e esse professor é o convidado, ou melhor, um dos convidados para o disputado "guisado" como eles chamam.

O ponto important
e dessa tragicomédia é que tudo gira em torno do preparo do Ragú, da cozinha e dos regalos da vida.

Coisas ocultas e sentimentos escondidos vão atormentando esse casal.

O preparo é mostrado em detalhes, para aqueles que já tem alguma afinidade na cozinha fica fácil aprender essa iguaria italiana.

No domingo, ainda em meio à confusão e as desconfianças do marido e com a presença do professor Janelli, ocorre o que todo mundo sabe que acontece nos melhores almoços italianos.

A briga!

O choro, o dramalhão e o escândalo.

E o Ragú, quase esquecido na mesa.

Os detalhes da preparação e da arrumação do almoço de domingo, são um evento para toda família e nenhum detalhe pode ser esquecido.

E como boa família italiana, depois do choro as pazes na segunda-feira.

Impressionante é o que anda por trás da mágoa da mulher.

O elogio que seu
marido Pepino fez a nora!

Sim, um elogio a seu macarrão a siciliana com berinjelas fritas.

Isso para qualquer mama de respeito pode significar a morte.

Todos podem cozinhar bem, mas a mulher e mama sempre têm que ser a melhor.

O marido e os filhos jamais podem dizer que a comida de outra mulher é melhor do que a dela.


Mas tudo termina bem.

Todos em paz e se reunindo em outro belíssimo Ragú.

E com tudo isso aprendi a fazer o molho do Chef Bruno.

Voltei lá e disse a ele:

Adorei o filme e aprendi a receita, mas infelizmente não tenho nenhum filme pra te indicar para que aprendas a minha berinjela.

Bruno perdeu sua receita pra mim.

Mas "siamo amici".
Aqui a receita do famoso Ragú de Carne:


100 ml. de azeite de oliva
100 gr. de manteiga
1 cebola pequena picada
1 cenoura em cubos

2 talos de salsão, em cubos pequenos
400 gr. de carne moída ou ou peça inteira (acem, linguiça ou cordeiro)
200 ml. de vinho tinto seco de qualidade
500 ml. de purê de tomate
100 gr. de queijo parmezão ralado
½ lt. de caldo de carne
manjericão fresco

sal e pimenta do reino
noz-moscada

Preparo:

Refogue a cebola na metade do azeite e da manteiga até estar levemente dourada, adicione a cenoura e o salsão e refogue muito bem. Refogue a carne no azeite e manteiga restantes e deixe dourar. Acrescente o vinho e conserve em fogo alto até evaporar. Junte a carne ao refogado de legumes e conserve em fogo baixo para mesclar os sabores. Incorpore os tomates e cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 3 horas, mexendo sempre e adicionando um pouco de caldo de carne se necessário.

Retifique o tempero, adicione a noz moscada ralada e adicione o manjericão.

O massa fica por conta do gosto do cliente, eu adoro um tagliatelli ou fetuccine.


Evidentemente esse ragú de Bruno Marasco me remeteu a infância, onde o filme era quase que uma cópia fiel dos meus fins de semanas infantis.

Minha avó, a quem devo o amor a gastronomia, e minha mãe, quem fez questão de incentivar a cultura, a leitura, a música as artes, e principalmente o estudo.

O da minha avó ficava 18 horas.

Mas se você fizer essa receita, tenho certeza que saberá do que é que estou falando.

29 de janeiro de 2010

DENOMINAÇÃO DE ORIGEM O QUE SIGNIFICA ISSO?


Como saber se o preço cobrado pelo vinho é justo? Como saber se aquele vinho que estou escolhendo é bom? Será que é falsificado?

Identificar e responder a essas questões freqüentes não é tarefa das mais difíceis, mas para isso é preciso saber algumas regras e então seguir sem medo.

Vamos lá:

1 – Primeiro verifique a denominação de origem do Vinho.

No início do século os produtores de vinho na Europa ainda de cabeça cheia com a crise do aparecimento da Filoxera que lhes destruiu as plantações, fazendo com que houvesse escassez de matéria para a produção do suco de uva. Os invernos rigorosos pioraram ainda mais a situação, e o início da Primeira Guerra Mundial quase paralisaram a indústria de vinho.

A crise americana de 1929 comprometeu a situação dos exportadores de vinhos europeus. Neste contexto histórico, com a necessidade diária de sobrevivência,os produtores se depararam com uma questão crucial: Aumentar a produção e baixar a qualidade, ou manter a tradição de produzir bons vinhos?
Bem, uma parcela de produtores fez a opção por se utilizar de métodos bem duvidosos para produzir vinhos, que garantissem de algum modo a sustento familiar, colocando no mercado “zurrapas” que muitos de nós com certeza já tivemos o desprazer de provar. Já outros produtores mais corretos e ortodoxos, não cederam à pressão econômica e mantiveram-se fiéis à qualidade do produto.

Tornou-se quase impossível diferenciar os bons vinhos das zurrapas produzidas. Na França, o vinho, orgulho nacional, encontrava-se em descrédito. Visando evitar práticas abusivas por parte de produtores que desejavam apenas o lucro e elevar a qualidade do vinho francês, agora em queda, o governo daquele país, em 1935, resolve criar o INAO (Institut National des Appéllations d’Origine) que tinha como missão criar um sistema de classificação que pudesse auxiliar o consumidor a escolher o melhor vinho para seu consumo, envitando assim os vinhos de baixa qualidade.
Desta forma surgiu o sistema AOC (Appéllation d’Origine Contrôlée) que classifica vinhos que obedecem regras rígidas quanto a sua área de produção, variedade e proporções das uvas, rendimento por hectare, teor alcoólico,práticas de produção, entre outras, sendo freqüentemente testados laboratorialmente e degustado por experientes fiscais para que possam manter sua classificação. Este conceito serviu de modelo para vários sistemas em todo mundo. Entendê-lo, mesmo que superficialmente, abre um leque imenso que nos facilita a economizar dinheiro e evita que sejamos pegos por alguma arapuca do mercado.

No sistema AOC existem quatro categorias:


AOC (Appéllation d’Origine Contrôlée), onde encontramos os produtos de melhor qualidade. Quanto mais específica for a citação de onde foi produzido melhor ele é. Os melhores dos melhores chegam a ter o nome da videira citado em seu rótulo. Portanto, se um vinho tem em seu rótulo a frase Appéllation Bourgogne Contrôlée (referência à região) pertence a uma categoria inferior a um vinho cujo rótulo estampa “Appéllation Côte de Beaune Contrôlée“ (referência ao distrito) e este será de categoria inferior a um “Appéllation Côte de Beaune –Villages Contrôlée “ (referência ao sub distrito).


VDQS (Vins Délimités de Qualité Supériéure), que são vinhos que têm qualidade inferior ao AOC e se enquadram em regras menos rígidas de produção.


Vins de pays , vinhos de qualidade inferior ao VDQS , mas que dependendo da região produtora são excelente opção de compra .


Vin de table, vinhos de mesa comuns sem indicação geográfica, que por lei apenas trazem no rótulo o nome do país produtor, não devendo indicar nem safra nem o nome da uva.


O sistema italiano classifica seus vinhos, em ordem decrescente de qualidade, em DOCG (Denominazione di Origine Controllata e Garantita), DOC (Denominazione di Origine Controllata), IGT (Indicazione Geográfica Típica). O vinho de mesa sem indicação geográfica é chamado de Vino da távola. Na Alemanha, QmP (Qualitätswein mit Prädikat ), ou vinho de qualidade com predicados, QbA (Qualitätswein bestimmter Anbaugebiete), vinho de qualidade de região específica, Landwein, vinho da terra. O vinho de mesa sem indicação geográfica é chamado de Deutscher tafelwein.
Na Espanha, DO = Denominação de Origem. Região de qualidade oficialmente controlada.
DOC = Denominação de Origem Qualificada. Reservado para os vinhos da mais alta qualidade desde 1988. Rioja foi a primeira região a ser promovida a esse status.
Vino joven
= elaborado para consumo imediato. Similar ao nouveau francês.
Crianza
= tintos envelhecidos em madeira por, no mínimo, 12 meses. Os brancos e rosados envelhecem apenas 6 meses.
Reserva = tintos maturados por 3 anos na bodega e brancos maturados por 2 anos. Os tintos ficam no mínimo 1 ano no carvalho e os brancos e rosados, 6 meses.
Gran reserva
= aplicado somente para vinhos dos melhores anos. Os tintos permanecem 2 anos em barricas e 3 na garrafa, ou vice-versa. Os brancos são raros.

Em Portugal DOC ( Denominação de Origem Controlada ), IPR (Indicação de Proveniência Regulamentada), Vinho de mesa regional para os que possuem indicação geográfica e Vinho de mesa para os que não possuem.
Entretanto é importante salientar a diferença na classificação dos vinhos de Bordeaux em relação a outras regiões da França. Em 1855 quando da Exposição Internacional de Paris, a Câmara de comércio de Bordeaux, a mais proeminente região produtora da época, elaborou uma lista dos considerados melhores vinhos da região para que fossem apresentados no evento. Foram relacionados 61 vinhos,entre os mais de 20.000 produzidos à época, em cinco categorias chamadas “Crus”, sendo apenas cinco Châteaux classificados como Premier Cru . Esta lista, conhecida como Classificação de 1855, é importante até hoje. Os vinhos que dela fizeram parte, ainda hoje estampam em seus rótulos sua classificação, às vezes citados como Grands Crus Classés. Em Borgonha,como em outras regiões, a especificação “Cru “ não tem o mesmo significado, está relacionada as áreas delimitadas dos vinhedos de qualidade superior que podem receber esta denominação. Existem em Borgonha 561 vinhedos que podem utilizar o termo Premier Cru e 32 vinhedos Grand Cru.
A Denominação de Origem é como um certificado de garantia do vinho, isso não significa que o vinho será do seu agrado, pois isso é algo muito pessoal, questão de gosto mesmo. Cada pessoa tem gostos diferentes e diferentes níveis de informação sobre vinhos. Quanto mais informado é um indivíduo maior sua capacidade de descortinar todos os sabores e nuances que um bom vinho pode apresentar e, portanto, maior é sua capacidade de definir o que lhe agrada. No vinho existem boas e más escolhas, assim como na vida, para que não façamos as escolhas erradas o principal é não ter preconceitos, e nunca ter certeza, pois muitas vezes as certezas que julgamos ter são falsas. Estar disposto a aventurar-se e procurar conhecer um pouco mais do que lhe agrada.

E ter em mente que o que não agrada você, pode agradar outra pessoa.

27 de janeiro de 2010

História da Vinha e do Vinho





“O vinho, a mais gentil das bebidas, devido quer a Noé, que plantou a vinha, quer a Baco, que espremeu o sumo de uva, data da infância do mundo.”
Brillart-Savarin

Muitas são as versões a respeito da origem da videira Vitis Vinífera, mas poucas são as certezas.
Não se pode definir com exatidão a sua origem, mas os indícios de seu aparecimento apontam para antes da origem do próprio homem.

Acerca disso, existem várias lendas, e uma delas nos remonta a Noé, como sendo o primeiro homem a plantar uma vinha, colher, esmagar as uvas, e se embriagar com o sumo extraído delas.
Sabemos que o vinho já exercia um papel importante na vida dos povos do Oriente Médio desde 5.000 a.C.
Podemos observar essa afirmativa em algumas obras de arte encontradas no Médio Oriente, onde estão representadas atividades e outros aspectos ligados ao vinho.

A vinha e o vinho são velhos conhecidos do povo egípcio, havendo testemunhos na história que representam uma vindima e a pisa das uvas, em torno de 1370/1352, antes da nossa era.
Vestígios encontrados no túmulo do faraó Akenaton, que reinava o Egito nesses tempos, só confirmam os fatos.
Contudo,foi por meio das civilizações grega e romana, que a cultura da vinha começou a se expandir, sendo levada muito provavelmente pelos Tartécios, por volta de 2.000 a.C a um território onde hoje se localiza Portugal.
Foram os romanos que expandiram a cultura vínica por quase toda a bacia mediterrânea. Não podemos deixar de citar a importância da Igreja Católica na difusão da vinha e na popularização do uso do vinho. Tendo a necessidade de obter o denominado “vinho de missa”, os monges tornaram-se grandes experts no cultivo e produção do vinho.
O Marquês de Pombal, poderoso político do Brasil colônia, foi figura importante no mundo do vinho, uma vez que por sua influência é que foi demarcada, em 1756, a região portuguesa do Douro, mundialmente reconhecida como grande produtora de vinhos.
Por este motivo, foi criada a Companhia Geral de Agricultura das Vinhas do Alto Douro, que corresponde à primeira região vinícola do mundo a ser demarcada.

26 de janeiro de 2010

Mofo no queijo?


Este minúsculo personagem parece ser o companheiro inseparável dos queijos, notadamente os mais úmidos.

O mofo não esta no queijo, nunca! Ele está no ar que respiramos, mas não o vemos.

Um queijo exposto ao ar, sem proteção de embalagem, é um hospedeiro ideal do mofo.

Ali ele germinará, crescerá e se reproduzirá, provocando um visual desagradável no produto.

E também, um trabalho redobrado de renovação via reforma ou limpeza do queijo. A presença do mofo não indica que o queijo é inadequado para o consumo.
Ele deve ser removido, por razões óbvias.

Dica: TIROLEZ