14 de janeiro de 2009

Jarra com Chuveiro????


Uma versão de decanter, que tambem pode ser usado como jarra.
Pensei:
"Será que esse decanter auxilia a aerar o vinho"?
Ainda não sei mas achei elegante...

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13 de janeiro de 2009

Pra não ralar o dedo!!!


Achei esse acessório um tanto interessante. Além de higiênico evita que os menos cuidadosos ralem seus dedinhos na hora de ralar o queijo.

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12 de janeiro de 2009

AMIGAS DO VINHO NA FENAVINHO


Mulheres do Norte ao Sul do Brasil, apaixonadas por vinhos e espumantes participarão da posse das novas diretorias da FEBAVE-Federação Brasileira de Confrarias e Associações Femininas do Vinho e do Espumante (www.febave.com.br ) e da CAV-Confraria Amigas do Vinho (www.amigasdovinho.com.br ), em Bento Gonçalves/RS, no próximo dia 7 de fevereiro.
O evento será um almoço (13:00h.) no Parque de Eventos da FENAVINHO (Bento Gonçalves/RS), capitaneado pelo Mestre e Sommelier Internacional (italiano) Roberto Rabacchino.

9 de janeiro de 2009

2009

Sei que o blog anda meio largado, mas alguns de meus amigos sabem que o ano de 2008 para mim realmente foi um ano ruim.
Teve coisas boas é claro.
Conheci pessoas maravilhosas, algumas delas inesquecíveis, essas pessoas que passam pela vida da gente e jamais esqueceremos.
Algumas ocuparão lugar cativo e permamente no meu coração, mesmo que distantes, mesmo que ausentes, mesmo que indiferentes.
Mário Quintana disse:
" A indeferença é a melhor forma de polidez!"
Será?
Enfim...
Respeito e admiro Mário Quintana, mas não lido bem com isso...
Pois voltando ao assunto, só quero dar uma satisfação a quem me acompanha pelo blog desde 2001, e quem sabe o que eu passei, tenho certeza que saberá perdoar minhas ausencias.
Procurarei mantê-lo vivo (o blog) e sempre que meu tempo permitir, atualizado.
Então vai um utensílio de cozinha no minimo engraçado e instigador da fome.
Ainda não sei como encontrá-lo mas achei divertido e interessantímo.
Feliz 2009 para todos.
Feliz mesmo, sem surpresas.










Não é genial?

30 de outubro de 2008

Chefs de Niterói


Dois grandes chefs de Niterói, Bruno Marasco, do Da Carmine, e Dona Henriqueta, da Gruta de Santo Antônio, dão receitas da cozinha italiana e da portuguesa para o leitor experimentar fazer em casa. Marasco ensina a fazer um risoto de galinha d’angola, e Dona Henriqueta mostra os segredos para se preparar um bacalhau com natas, uma das muitas receitas que estão em seu livro “Cozinhar é preciso”.


Risotto di faraona ai porcini profumato all’olio di tartufo bianco in crosta di parmigiano (para oito porções)
(Risoto de galinha d´angola com funghi porcini, ao perfume de óleo de trufa branca em crosta de parmigiano)

Ingredientes para o risotto:
800 g arroz carnaroli
600 g galinha d’angola
200 gr ervas aromáticas mistas (alecrim, tomilho, sálvia, louro e salsinha)
100 g porcini secos
600 g pamigiano reggiano
200 g manteiga sem sal
2 cebolas
2 cenouras
2 talos de aipo
200 ml vinho branco seco
Fio de óleo de trufas branca
150 ml de azeite de oliva extra virgem
4 dentes de alho
3 litros de caldo de galinha
Sal e pimenta moída na hora

Ingredientes para a decoração:
2 amarrados de tomilhos frescos
3 cenouras em traças ornamentadas
Lâminas de trufa negra em conserva

Modo de preparar:
Desossar a galinha d’angola, separar as duas supremas e mariná-las com as ervas finamente picadas.
Cortar os ossos e juntá-los em uma panela refogando-os com a cebola, cenoura, alho e o aipo cortados em cubinhos e 1/3 das ervas. Acrescentar 50 ml de vinho e deixá-lo evaporar. Juntar 1 lt de água, sal e pimenta do reino e deixar ferver por uma hora.

Filtrar o molho previamente reduzido e manter morno. Picar em cubinhas as duas coxas da galinha, dourá-las levemente, acrescentar os porcini previamente reidratados em um pouco de caldo. Esquentar uma frigideira antiaderente e salpicar o queijo ralado, deixando dourar até formar uma pequena panqueca; moldá-la em forma de cesta e mantê-la fora da umidade.

Selar os dois peitos marinados, deixando-os ao ponto, fatiá-los em forma de leque para montagem do prato final. Em uma caçarola, refogar uma colher de cebola picada finamente, juntar o arroz e deixá-lo torrar por alguns minutos, regar com o restante do vinho e levar ao cozimento acrescentando o caldo de galinha e o molho já pronto. Aos poucos, mexendo em continuação com uma colher de pau. Deixar o risoto al dente, por fim aveludar com manteiga e parmigiano, fora do fogo e perfumar com azeite tartufado.

MONTAGEM FINAL:
Em um prato raso com aproximadamente 27 cm de diâmetro, posicionar no centro a cesta de parmesão e preenchê-la com o risoto, dispor os leques do peito a forma de asas e rabo para dar idéia de ave.

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Bacalhau com natas (4 porções)


Ingredientes:
1 cebola grande em tirinhas
3 dentes de alho picadinhos
3 colheres de sopa de azeite
400 g de bacalhau
1 pacotinho de 200g de batata palha
200g de batata palito congelada
2 colheres de sopa de manteiga
2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 ¼ xícara de leite
1 pitadinha de pimenta do reino
1 pitadinha de noz moscada
1 colher de sopa de cheiro verde picadinho
Sal a gosto
1 caixa de creme de leite

Modo de preparar:
Refogue a cebola e o alho com o azeite até ganharem a cor pérola. Junte o bacalhau e cozinhe por cinco minutos. Acrescente a batata palha e a batata palito e reserve. Em outra panela, derreta a manteiga, junte a farinha e mexa bem. Adicione o leite, a pimenta do reino, a noz moscada e o cheiro verde, misturando bem o molho. Prove o sal, acrescente o molho ao bacalhau e disponha a mistura em um refratário. Cubra com creme de leite e leve ao forno para gratinar.

Segredinho: A hora certa para tirar o bacalhau com natas do forno é quando a superfície ficar com pontinhos marrons.

13 de outubro de 2008

Circuito Rio Show de Gastronomia

Circuito Rio Show de Gastronomia

Mais uma vez, o Circuito Rio Show de Gastronomia traz aos cariocas as novas tendências gastronômicas, aproximando o público local dos grandes chefs de renomados restaurantes.

O Museu de Arte Moderna (MAM) já virou referencia de espaço para o acontecimento do circuito, dando um charme especial ao evento, que ocorre anualmente com troca de aulas, experiências e a apresentação das novas tendências do mercado.

No evento deste ano, percebi claramente o aumento do interesse dos visitantes pela gastronomia. As pessoas estão cada vez mais interessadas em aprender a elaborar os pratos que consomem, bem como tomar conhecimento sobre as bebidas que desejam degustar. Isso ficou provado nas aulas-show ministradas no Circuito.

Um dos pratos apresentados no evento foi o Ceviche de Tilápia, em campanha de tomates com groselha, elaborado pelo chef Checho Gonzalez. O Ceviche é de origem peruana, mas foi se espalhando, ao longo do tempo, por toda a costa do Pacífico, podendo ser encontrado desde o sul do Chile até os Estados Unidos. Isso prova que a gastronomia dispensa barreiras, quando cai no gosto popular.

Checho Gonzalez explicou sobre a técnica do Ceviche. Nada mais é do que um cozimento sem fogo, ocorrido pelo tempo que o peixe fica embebido no limão, fazendo assim com que os ácidos cumpram a função de cozer o alimento.

O Ceviche que conhecemos hoje, nem de perto lembra aquele que os peruanos conheciam antes dos espanhóis. Por que? Porque foram exatamente os espanhóis quem trouxeram o limão para o Peru. Antes disso, o Ceviche era colocado em recipientes com pimenta, que tomava o lugar do limão no processo de maceração. Com a chegada do limão, o preparo ficou mais suave, agregando-se a este uma combinação de pimentões e pimentas, gerando assim harmonia e suavidade entre os ingredientes.

Já o chef Claude Troigros e seu filho Thomas ensinaram a preparar caviar de sagu , palmito recheado com foie gras e farofa de quinoa (note-se que este último ingrediente é um alimento típico da dieta peruana). A aula do chef Troigros lotou o auditório, com cerca de 300 participantes.

De acordo com o chef, basta colocar o caviar de sagu em uma lata de original e pronto. Quanto ao palmito, Troigros definiu como uma receita moderna, já que é assado e recheado com foie grãs frito, e coberto com farofa da quinoa. Na falta do foie gras, ingrediente difícil de encontrar nos mercados, pode-se substituir por bacalhau. A crocancia do prato fica por conta da quinoa, muito em moda ultimamente.

O chef Yann Lesaffre levou a equipe do Mr Lam para mostrar os segredos da cozinha chinesa, elaborando um shitake com molho de ostras e o show do Soba.

Realmente me arrepio de lembrar a magia do Soba. Até agora penso que meus olhos me enganam naquela transformação. Acho que deve ser uma alucinação coletiva.

A chef Vivi Cabral demonstrou a sobremesa que, segundo Yan, é a mais pedida do restaurante. Trata-se do Majong de abacaxi. São cubos de abacaxi com açúcar, caramelados no maçarico. Um molho de melão e manga complementa a ornamentação do prato.

Em seguida, entra Samantha Aquim, dando um verdadeiro esclarecimento sobre o chocolate. Sou suspeita para falar de Samantha, uma vez que tenho grande admiração por ela e seu trabalho. Mas, além de ser uma figura incrível, é realmente uma excelente palestrante. Mais que ouvir sobre os vários tipos de chocolate, o público pôde comprovar a diferença entre eles, por meio de uma degustação: chocolate branco, chocolate ao leite, chocolate amargo, etc. A platéia também provou o cacau em cada uma das seguintes etapas: o suco, o grão lavado, torrado e, finalmente, transformado em chocolate.

O grão é lavado, tostado, moído, triturado até virar uma pasta. A gordura é separada e transformada em manteiga de cacau.

Já a aula de Mariana Hirsch, do Sushi Leblon, foi desvendar o mistério do saquê, com direito a degustação de três tipos de saque nacional.

O saque é uma bebida destilada de arroz, água e um fungo chamado Koji.

Uma observação importante é que o saque não é produzido com o arroz utilizado no preparo do sushi, mas sim de um outro tipo, maior e mais alongado.

As fontes hídricas japonesas têm a melhor água para a produção do saque, sendo um componente importante na sua produção.

No Japão, a produção do saque está concentrada nas mãos de famílias tradicionais e as fontes são protegidas.


Aqui um bate papo com o vencedor do concurso - Alexsandro Roppe


Sempre gostei de cozinhar desde garoto ( cozinhava batata doce no quintal de casa e preparava suco de jamelão )

Mas, antes de começar profissionalmente na área de gastronomia eu me formei em guia de turismo pelo Senac ( RJ ) e fiz publicidade. Cheguei a trabalhar em uma agência de viagem e a fazer alguns trabalhos pela prefeitura de Niterói. Aí li uma resportagem no Globo Niterói sobre chefes de Cozinha niteroenses e a reportagem além de falar de toda a história dos chefes, abordava o novo interesse das pessoas pela gastronomia. Pensei: por que não unir o util ao agradável adoro cozinhar e ainda vou ter um bom emprego.

Me esqueci do calor da cozinha, das longas horas em pé, das facas... e me matriculei no curso de Cozinheiro Master do Senac, no final de 2001 estava me formando. E meu primeiro estágio foi no restaurante Florescer, do chefe Fabricio Tofono ( um dos chefes que participaram da reportagem ).

Depois disso trabalhei em alguns bons restaurantes do Rio como Atelier Culinário, Bar das Artes ( Bistrô do Paço ), Zero Zero, Caroline Café.. até abrir um pequeno atelier de doces com uma amiga. O negócio estava dando muito certo, mas por motivos pessoais esta amiga e seu marido foram morar em Campo Grande ( MS ) e lá abriram o melhor restaurante da cidade o Esse Restaurante, quando faltavam poucos meses para a inaguração eles me ligaram perguntando se eu não gostaria de ser o sub-chefe do restaurante. Não pensei duas vezes e embarquei de mala e cuia para Campo Grande onde fiquei trabalhando por quase um ano, até que por motivos pessoais precisei retornar ao Rio. Estava meio chateado pq adorava a minha nova vida ( amigos, casa, cidade...) e não pretendia retornar ao Rio naquele momento. Mas fazer o que??? a vida me trazia de volta a minha cidade natal. Depois de alguns meses aqui, conheci através de um amigo o Hotel Solar de Santa ( que local lindo!!! ) e fiquei sabendo que eles estavam sem chefe de cozinha, mas o bistrô que funcionava no local havia fechado. De qualquer forma deixei o meu contato e fui para uma nova viagem a Campo Grande ( para refazer o cardápio do doces do Esse ). Logo que voltei recebi um telefonema do Solar me perguntando se eu não gostaria de fazer uma degustação com eles, pois havia um pedido de casamento no hotel e eles queriam que o buffet fosse interno. A partir daí me tornei o novo chefe de lá, minha permanencia no Hotel durou 1 ano e dois meses depois disso eu pedi o meu afastamento do Solar devido a uma viagem que faria para a Espanha, que acabou não acontecendo devido ao atraso do meu visto e passaporte. Li no jornal sobre as inscrições no concurso Novos Chefes circuito Rio Show e finalmente tomei coragem e resolvi me inscrever ( mandei a receita no último dia do prazo ) e minha receita foi escolhida entre as quatro melhores. E agora estou aqui escrevendo um pouco sobre a minha vida devido a vitória que conquistei neste concurso. Como disse no final da primeira bateria do concurso o mais importante é você acreditar e lutar pelos seus sonhos. Eu fiz isso e agora estou aqui colhendo os frutos do meu sonho. O próximo passo???? A minha viagem para a Espanha. Depois disso??? ainda não sei, mas isso é uma outra história que conto mais tarde para vocês.

Veja as fotos:

Rio Show 2008


Rio Show 2008

25 de setembro de 2008

O famoso queijo-de-minas, feito artesanalmente em três regiões do Estado onde nasceu, acaba de ser declarado patrimônio cultural brasileiro


Com uma técnica de fabrico trazida pelos portugueses no século XVIII, na época gorda da mineração, o queijo-de-minas é considerado desde o mês passado Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro, por decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ela veio valorizar e distinguir a maneira de fazer um queijo que hoje está à mesa de todos os brasileiros, do café-da-manhã ao jantar, ingrediente de pratos salgados e companheiro inseparável da goiabada, do doce de leite e de muitas outras delícias nascidas no sertão.

O reconhecimento do Iphan abrange o produto originário das regiões do Serro e das serras da Canastra e do Salitre e, além da peculiaridade do processo, aponta-se como outro diferencial o capim consumido pelo gado nesses lugares, que dá ao queijo seu gosto característico. A historiadora mineira Dôia Freire, nascida no Serro, explica que o termo "imaterial" refere-se ao modo artesanal de elaborar o queijo, isto é, um registro e reconhecimento de todos os aspectos históricos e culturais traduzidos pela vivência de gerações de famílias envolvidas nessa atividade. Exemplificando, lembra outros dois registros recentes, também declarados patrimônios culturais brasileiros: o acarajé baiano e as panelas de barro feitas em Goiabeiras, em Vitória, Espírito Santo.

Das regiões serranas de Portugal, principalmente da Serra da Estrela, o queijo ganhou as montanhas de Minas Gerais e lá se arraigou por uma circunstância curiosa: o leite, ao ser conduzido por burros e carros de boi pelos relevos acidentados, chegava talhado ao destino, na planície, por causa do sacolejo. Não restou outra opção aos criadores de gado senão evitar esse desperdício - o leite era então quase todo destinado à fabricação do queijo recém-aprendido de fazer.

Simples de elaborar, o queijo-de-minas demanda sobretudo carinho e tranqüilidade de seu produtor. O maior segredo reside no "pingo", o soro que o queijo libera na primeira noite, que é juntado à próxima mistura de coalho e fermento e assim por diante, constituindo-se em seu DNA por reunir as características do clima, vegetação e relevo da região onde é produzido. Depois, vem o processo de prensa e cura, a maturação, quando o queijo atinge seu gosto peculiar. O queijo meia cura, como se diz em Minas, diferentemente do produto fresco, é o ingrediente correto do pão de queijo, hoje disseminado em todos os Estados brasileiros e sucesso também em alguns países. Para ilustrar este texto de GULA, o chef Mauro Maia, do restaurante Supra, de São Paulo, apresenta duas receitas inéditas com o produto típico e ainda sua versão do pão de queijo.

Ângela Gutierrez, ex-secretária de Cultura de Minas, uma ativista pelo reconhecimento dos vários aspectos históricos mineiros, defendeu a aprovação do registro na reunião do Iphan, realizada no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte (criado por ela), e se diz muito feliz pela decisão, ressaltando que "a resistência do modo artesanal de fazer o queijo-deminas, perante as grandes indústrias, é uma vitória proporcionada pelo amor das pessoas, que gostam de ter em casa um pedacinho de queijo guardado para receber os amigos".

Publicado na Revista GULA edição n° 188