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1 de julho de 2010

Festas de Queijos e Vinhos

Compondo efeitos visuais de luxuriante beleza, a mesa de queijos e vinhos resplandece em suas virtudes de inegável elegância gastronômica. Para tanto, pães e frutas colaboram eficazmente.

Os queijos

Disponha-os numa sequência, partindo dos mais suaves para os mais picantes. As fôrmas ou pedações de queijos devem ser dispostos sobre tábuas, que facilitam o corte e dão relevo à exposição. Corte-os inicialmente, indicando aos convidados a maneira adequada de fracioná-los. Cada queijo deve ser cortado com sua própria faca.

As pastas

Você pode fazê-las utilizando uma base de "cream cheese" sabor natural, Ricota ou Minas Frescal ou adquiri-las já com seus sabores originais de fábrica. As pastas podem ser consumidas na fase inicial da festa, quando muitos convidados dão-se a agradáveis "bate-papos" regados a bom vinho.

Os vinhos

As garrafas devem ficar sobre mesa auxiliar, devendo-se conservas os brancos em baldes com gelo. Os tipos a serem oferecidos devem respeitar a quantidade e tipo de cada queijo, pois queijos de sabor suave (Brie, Camembert, Gouda, etc.) pedem vinhos tintos mais suaves. Queijos frutados (Emental, Gruyère, Edam, etc.) pedem vinhos branco frutados. Queijos de sabor intenso (Gorgonzola, Provolone, Parmesão, etc.) pedem vinhos tintos mais encorpados.

Os pães

Apresente-os em cestos de vime nas pontas da mesa, oferecendo-os em variedades que vão da baguete francesa, até o pão sueco, especial para degustar pastas. Pães com aditivos devem ser evitados (pão de alho, pão de linguiça, etc.), pois interferem no sabor dos queijos e dos vinhos. Pães pretos e de centeio são contudo bem aceitos em tais festas.

As frutas

Algumas frutas são especialmente indicadas para a degustação com queijos. É inegável a excelência da combinação pêra - provolone. Os queijos suíços (Emental - Gruyère) e Edam casam-se perfeitamente com uvas brancas e maçãs. Boas na combinação e excelentes no visual que dão à mesa, as frutas devem estar no ponto de consumir, bem lavadas e enxugadas antes de comporem a mesa. Elas devem ser agrupadas inteiras no centro da mesa em forma de abundante cascata. Utilize também algumas para reforçar o efeito visual (abacaxi, melões, abacates).

Obs.: Complete a decoração com arranjos de flores secas, espigas de trigo e outros materiais rústicos que lembrem natureza. As tábuas de queijo podem ser forradas com folhas de videira.

Fonte: Tirolez

30 de março de 2010

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim

Um ovo
Dois ovos
Três ovos
Assim.
Epa, peraí.
Ovo?
Coelhinho?
Que coisa é essa?
Vamos destrinchar toda essa mística que gira em torno da Páscoa.

Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, aberto para que os filhos de Israel que Moisés conduzia, chegassem a Terra Prometida.

Até hoje os judeus se reunem para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição.

Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera.
Tempo em que animais e plantas reaparecem.
Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.

Nas culturas pagãs, o ovo traz a idéia de começo de vida.
Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte.
Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos.
A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos.

Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças.

Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII.

A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. [1]

Agora falemos do chocolate, que causa frisson e carrega uma legião de admiradores.

O chocolate é feito de sementes de uma árvore nativa da nossa Amazônia.

O "Theobroma Cacao", que contém poucas quantidades de cafeína, mas rico em teobromina, e, em ambos a cafeína e a teobromina, são substâncias químicas proximas as que se formam dentro do organismo de qualquer ser humano normal.

Assim como a cafeína, a teobromina é um estimulante, excitante, porém o potencial viciante do chocolate é enorme.

O cacau entrou no México, trazido dos trópicos da América do Sul, muito, mas muito tempo antes da conquista espanhola. (1519-1521)

O cacau no México exercia um papel obrigatório e habitual nas religiões Maia e Azteca.

Na cultura Maia, as sementes de cacau eram usadas como dinheiro.

Relatos contam que o manda chuva Montezuma tinha um vício grande pelo cacau moído.

Existem relatos que na coroação de Montezuma II em 1502, foi servida uma mistura de chocolate moído e cogumelos ricos em psilobicina aos convidados.

Imaginem!

Não consigo nem pensar nessa coroação.

Hernan Cortez - conquistador do Império Azteca - ouviu de sua amante Dona Mariana, que o cacau tinha um grande poder afrodisiaco, Cortez se animou, e, é claro queria iniciar logo o cultivo da plantinha.

E prontamente escreveu ao imperador Carlos V.

"Foram plantadas duas mil árvores nas terras da fazenda; os frutos são parecidos com as amêndoas, e são vendidas em pó"

Algum tempo depois, o chocolate foi importado para a Espanha, e rapidamente tornou-se popular.

Mas a sua propagação foi lenta.

O chocolate só apareceu na Itália e nos Países Baixos em 1606, e chegou a França e Inglaterra por volta de 1650.

Mas houve um período durante o reino de Frederico II, onde ele era o veículopara os venenos usados na época.

Claro saboroso, é muito mais fácil envenenar alguém.

A popularidade e a produção do chocolate cresceram

O chocolate tornou-se a base da expansão do império mercantil.

Hoje movimenta milhões.

"A taça que alegra mas não inebria"


[1] - A vitória da Páscoa, Georges Chevrot, Editora Quadrante, São Paulo, 2002

26 de março de 2010

A Priprioca

Sempre adorei as coisas do Brasil adorei, e meu foco de pesquisas são os sabores do Brasil e seu ingredientes.
Sou uma apaixonada pelo Norte, e pelas coisas que só o Norte nos dá.
Ontem recebi a Revista Gula, estou ainda meio estranha com a revista após a mudança da linha editorial, mas...

E na revista só se fala da tal da Priprioca, já sei que teremos uma lavagem cerebral pela frente, e tal da priprioca, vai ser enfiada em tudo quanto é lugar. Isso realmente é uma coisa que me cansa.
Na revista por exemplo desde bebidas caipirinhas e comidas, tudo se chama Priprioca, pô gente a priprioca é só um ingrediente.
E na verdade, não é por que conheço a priprioca fazem mais de 9 anos, que todo mundo é obrigado a conhecer.
Mas para elucidar o tal, resolvi escrever sobre ela.
Na verdade na culinária, ela entre meio que como uma baunilha cabocla, mas vamos a algo mais explicativo.

Planta que constitui o principal ingrediente dos encantados banhos de cheiro usados pelos paraenses nas festas de São João e nas comemorações de final de ano, a priprioca representa uma importante fonte de renda para famílias de produtores rurais e feirantes do estado do Pará, como os que trabalham no mercado do Ver-O-Peso, em Belém.
Desde 2000, esse vegetal é alvo de estudos realizados pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), em parceria com outras instit
uições de pesquisa do Estado, e cujos resultados estão reunidos no livro Priprioca: um recurso aromático do Pará, lançado no último dia 11, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.

Desenvolvidas pelo Museu Goeldi, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Embrapa Amazônia Oriental e Universidade do Estado do Pará (UEPA), essas pesquisas permitem que se conheça melhor a priprioca, principalmente suas estruturas; aspectos botânicos, químicos e farmacológicos; e locais de ocorrência.
Os estudos traçam também um panorama das cadeias produtiva e comercial desse vegetal que apresenta aroma que a muitos seduz.


"Priprioca é o nome vulgar", informa a pesquisadora Raimunda Potiguara, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu Goeldi.
Ela explica que a denominação popular engloba, na verdade, três espécies: Cyperus articulatus, Cyperus prolixus e Cyperus rotundus, as duas últimas popularmente conhecidas como pripriocão e priprioquinha, respectivamente. "Elas tê
m morfologias diferentes.
O pripriocão chegou a ser cultivado, mas seu óleo essencial não apresentou aroma tão agradável quanto o da priprioca, cuja qualidade olfativa é superior", conta Graça Zoghbi, também especialista da CBO.

CHEIRO DO PARÁ PARA O BRASIL INTEIRO Museu Goeldi e UFRA compartilham o pioneirismo no estudo dessa planta tão importante para o sustento dos caboclos da Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, e dos municípios paraenses de Santo Antônio do Tauá e Acará.

E tudo começou com o projeto
Plantas Aromáticas na Amazônia: Alternativa Econômica para Comunidades Rurais, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado para a análise das cadeias produtivas de plantas aromáticas do Pará e executado pelas duas instituições.
"Durante o projeto, verificamos que a priprioca era muito comercializada no Estado", conta Zoghbi.
Ela recorda que começou a incentivar os demais pesquisadores do Museu para a realização de pesquisas voltadas para a planta, que, segundo informa, tem cultivo em escala comercial somente no Pará.
"O cultivo, a comercialização e a uso da pripri
oca pelas empresas de perfumaria remonta há mais de 30 anos".
A pesquisadora relata que esse vegetal foi cultivado inicialmente em Acará e noutros municípios do nordeste paraense, por meio do sistema de coivara, no qual os agricultores fertilizam o solo ateando fogo na vegetação e utilizando os resíduos dessa queimada como adubo.
Posteriormente, os caboclos passaram a utilizar esterco de aves como fertilizante do terreno, num processo de adubação orgânica.
"A priprioca é bastante exigente em relação ao solo. Daí que não foi difícil abandonar o sistema de coivara, que não é ecologicam
ente correto, para utilizar adubos orgânicos", revela Graça Zoghbi.
E é embaixo da terra que se desenvolve a parte mais cobiçada da priprioca, os tubérculos, estruturas subterrâneas que apresentam o aroma agradável que chamou a atenção não só da população paraense e da ciência, mas também de grandes empresas de cosméticos, como a
Natura.
"Além de ter um perfume denominado 'Priprioca', a empresa de cosméticos Natura também usa essa planta na composição de outros produtos", informa Zoghbi.
Mas quem quiser usufruir do cheiro
bom dessa planta aromática sem onerar o bolso pode procurar o mercado do Ver-O-Peso, cartão postal de Belém, ou lojas de produtos regionais, onde sachês – pequenos envelopes de papel que trazem o tubérculo da priprioca em forma de pó - são vendidos a preços que podem variar entre R$ 2 ou R$ 3.
E a cobiça da indústria nacional de fragrâncias pela priprioca existe em função do óleo essencial desse vegetal, extraído, principalmente, do tubérculo.
"O óleo é muito interessante para a perfumaria, pois apresenta qualidade olfativa excelente e também confere uma fixação do perfume", sugere Zoghbi.


ALÉM DO BANHO, CAMA E MESA

Além de evocar boas energias para a festa de São João ou para o ano que entra por meio do banho, a priprioca também apresenta efeitos analgésicos e anti-bacterianos, dentre outros, que, segundo relatos científicos, podem auxiliar no alívio de dores ou baixar a febre e, dessa forma, ajudar qualquer doente a levantar da cama.
No artigo intitulado Uso e importância econômica da Priprioca no Pará, escrito por Jorge Oliveira, também da Coordenação de Botânica, do Museu Goeldi, em parceria com Graça Zoghbi, há relato de que os tubérculos foram utilizados, durante muito tempo, na elaboração de uma tintura analgésica e antitérmica.
O líquido, denominado "vinagre arom
ático", era comercializado nas farmácias ou produzido de forma caseira e continha, além da priprioca, o vinagre, folhas de eucalipto e dentes de alho. Essa tintura banhava compressas geralmente aplicadas na testa, contra dor de cabeça, e no peito e costas do paciente para atenuar a febre.
Esse vegetal também é utilizado, em menor escala, para fins decorativos: a "palha" da priprioca - como é conhecido, no artesanato, o escapo floral que constitui a parte aérea da espécie - é reaproveitada pelo artesão Josué Meireles no acabamento de peças decorativas como vasos, cinzeiros e caixinhas de madeira.
"É um uso da priprioca que
poucos conhecem aqui no Pará", informa Zoghbi. "Ele trabalha o que não é utilizado na perfumaria, que é o caule, também desprezado pelos feirantes.
Com um pequeno cultivo no seu quintal, Josué Meireles abre, seca e tinge o caule".

A pesquisadora ressalta a agilidade do artesão, o qual conheceu por intermédio de um programa de televisão e que comercializa o trabalho de decoração na tradicional feirinha da Praça da República, no centro de Belém. "É um trabalho bem interessante".

FRUTOS DA PRIPRIOCA

Segundo Graça Zoghbi, os estudos com a priprioca proporcionaram o investimento na formação de recursos humanos qualificados para a Amazônia, por meio da concessão de bolsas de iniciação científica e apoio técnico, da formação de mestres e doutores e da realização de trabalhos de conclusão de curso com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre esse recurso aromático paraense.
E esses frutos não são apenas para o Museu Goeldi, mas para todas as instituições que, ao longo desses oito anos, empreenderam esforços no sentido de conhecer e dar a conhecer essa planta tão importante para o sustento de caboclos do interior do Pará.
Graça recorda que, no trilhar desse caminho científico, foi essencial a parceria estabelecida pelo Museu Goeldi com vários pesquisadores, dentre eles, Pergentino Sousa e Gisele Guilhon, da UFPA; Milton Mota e Carmem Célia, da UFRA; e Antônio Pedro, da Embrapa Amazônia Oriental, além das parcerias de casa, com os estudiosos Eloísa Andrade, Raimunda Potiguara, Jorge Oliveira, Elielson Rocha e Léa Carrera, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu.

UM RECURSOS AROMÁTICO DO PARÁ

E as descobertas feitas ao longo dessa quase uma década de pesquisas concretizaram-se na obra Priprioca: Um recurso aromático do Pará, que compila 21 artigos científicos de botânicos do MPEG, UFPA, UFRA, Embrapa e UEPA, organizados pelas pesquisadoras Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, da CBO, do Museu.
Lançado no último dia 11, em Belém, com o patrocínio do Banco da Amazônia, o livro aborda, dentre outros temas, a distribuição geográfica, o uso e a importância econômica e a análise das cadeias produtiva e comercial da priprioca.
Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi, abriu a cerimônia de lançamento da obra, ressaltando a relevância tanto da espécie quanto do livro para o cenário amazônico.

"É uma espécie importante para a Amazônia, que pa
ssou a ser importante também para outras regiões", disse. Vieira também destacou Priprioca: um recurso aromático do Pará como elo entre as cadeias de conhecimento, produção e comercialização da planta.
Josebel Akel Fares, da
Universidade do Estado do Pará, destacou a importância da parceria entre a instituição e o Museu Goeldi. Ao final do lançamento, as autoras, Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, autografaram a obra, vendida na ocasião pelo preço promocional de R$ 20.

ONDE COMPRAR Livro:

Priprioca: Um recurso aromático
do Pará Preço: R$ 25,00 Livraria do Museu
Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi Térreo da Rocinha Av. Gov. Magalhães Barata, 376 Bairro de São Brás – Belém/PA CEP 66040-170 – Brasil Telefone: 55-91-32191252 Fax: (91) 3259-6588
E-mail: livraria@museu-goeldi.br
Web:
Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi Av. Perimetral, 1901 Bairro da Terra Firme – Belém/PA CEP 66077-530 – Brasil Telefone/Fax: (91) 3274-1811
E-mail: mgdoc@museu-goeldi.br
FONTE Museu Paraense Emilio Goeldi Serviço de Comunicação Social

Links de referencia:

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico www.cnpq.br Universidade Federal Rural da Amazônia www.ufra.edu.br
Serviço de Comunicação Social comunicacao@museu-goeldi.br
Universidade do Estado do Pará www.uepa.br
Universidade Federal do Pará www.ufpa.br
Museu Paraense Emilio Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa Amazônia Oriental www.cpatu.embrapa.br
livraria@museu-goeldi.br livraria@museu-goeldi.br
mgdoc@museu-goeldi.br mgdoc@museu-goeldi.br
Museu Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa www.embrapa.br





23 de março de 2010

Almoço Egípcio



Dias atrás, recebi um telefonema um tanto curioso e inusitado.
Recebi a missão de fazer um almoço egípcio, para 10 pax.
Sim egípcio!
O motiv
o era simples, a celebração do ano novo místico, o Equinócio Vernal dia 21/03.
Vamos lá:
O Equinócio Vernal (21/03), assinala a entrada da primavera no hemisfério norte e do outono no hemisfério sul.
É especialmente considerado pelos Astrólogos, pois este “Ponto Vernal”, marca o início do Signo de Áries, a entrada do Sol no Signo de Áries, que marca o início do Zodíaco. É quando o Sol, no seu movimento aparente, passa do hemisfério sul para o hemisfério norte.
Dito isso continuemos.
Prontamente disse sim.

Ao desligar o telefone, senti um vazio tremendo.
E disse: "D'us que alm
oço vai ser esse?"
Porque a culinária egípcia, se mistura com a libanesa e apresenta um contexto culinário muito singular, de uma região que podemos incuir os países fronteiriços, como a Síria, Bahrei, Arábia Saudita e Jordânia.
Mais uma vez disse a mim mesma: "Me
u D'us o que eu vou apresentar?"
Um amigo sugeriu-me que servisse tudo em forma de pirâmide e dentro de sarcófagos.
Valeu Pecora.
Me acalmou muito, pois a gargalhada foi quase que um descarrego.
A culinária egípcia possui pequenas diferenças, e outras chocantes, tamanha distância cultural, ainda que pretendam conmvergir na união.
Pensei de cara em uma coisa luxuosa, uma vez qu
e contamos com mais de 5.000 anos de história que mantém vivia uma pequeníssima parte de uma herença sem herdeiros.
Bem, minha mente
passou algum tempo viajando, entre faraós e pirâmides.
Mas quando coloquei novamente os pés no chão da cozinha, reco
rdei-me do consumo de produtos de grandes dinastias do Império, grão de bico, favas, lentilhas, figos, frutas secas e oleaginosas, pato, cordeiro.
Então vamos lá nessa jornada.
Nada começa sem os "mezze", que são entradas e aperitivos, e, que na realidade são uma fartíssima refeição, e que devemos ter parcimônia ou corrermos o sério risco de não aguentarmos o que vem a seguir.
Lembrei-me dos Persas, do domínio romano, dos Otomanos e novamente viajei.
A cozinha egípcia é heter
ogênea demais, para determinarmos um marco.
Porém sua história é riquíssima.
Vamos enfim ao cardápio do almoço:

Mezze:
Baba Gannush

Kafta al gambari

Entradas e ou pratos pricipais:

Waraq el enab (charutos)
Mashi (arroz com carne e frutos secos)
Samak bi salsat al tahina

al Batt al mahshi bi al basal (pato recheado com cebola)

Sobremesas:

Basbusa
Mohalabeya de Kamar El Din

Gosto muito da Basbusa, então passarei a receita:



Você
vai precisar de :

500g de semola
700 ml de iogurte
500g de açúcar
1 limão
100 g de manteiga

2 colheres de sopa de farinha de trigo
1 colher de sobremesa
de essencia de baunilha
2 colheres de sopa de coco ralado fresco
1 colher de café de bicarbonato.


Preparo:


Misturar a semola, a farinha o bicarbonato e peneirar.

Acrescentar 300 g de açúcar e o coco.
Em um recipiente fundo, juntar a manteiga de
rretida, o iogurte e a essencia.
Mexa até obter uma masa delicada e sem grumos.

Coloque em uma forma de bolo de sua preferencia (eu prefiro a tradicional com furo no meio, mas dessa vez pelo visual usei outra), e leve ao forno pré aquecido a 180° até que a superfície esteja tostada.
Deixe esfriar.
Prepare uma calda em ponto de xarope suave com 1/2 copo de água, 200g de açúcar e o suco de 1 limão.
Desenforme o bolo e regue-o com o xarope.