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17 de junho de 2010

Porcionador



Para os aficcionados em dieta e os Nutricionistas.
Achei realmente muito boa esse invenção.
Mas atenção, o produto é fabricado nos EUA, então segue os padrões de lá.

LINK

22 de abril de 2010

Hoje dia 22/04 é dia da mandioca.

Eu adoro mandioca, só não como crua pq não dá. Macaxeira, aipim, mandioca, como queiram chamar.

Mandioca é o nome pelo qual é conhecida espécie comestível e mais largamente difundida do gênero Manihot, composto por diversas variedades de raízes comestíveis.

O nome dado ao arbusto da manihot é maniva. Trata-se de um arbusto que teria tido sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amazônia) e que, antes da chegada dos europeus à América, já estaria disseminado, como cultivo alimentar, até à Mesoamérica (Guatemala, México). Espalhada para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como seu maior produtor.[1]

No Brasil possui muitos sinônimos, usados em diferentes regiões, tais como aipi, aipim, castelinha, macaxeira, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, pão-de-pobre,[2] e variedades como aiapuã e caiabana, ou nomes que designam apenas a raiz, como caarina.

Origem

Foi cultivada por várias nações indígenas da América Latina que consumiam suas raízes, tendo sido exportada para outros pontos do planeta, principalmente para a África, onde constitui, em muitos casos, a base da dieta alimentar. No Brasil, o hábito de cultivo e consumo da raiz continua.

Lendas

O folclorista Câmara Cascudo regista alguns mitos sobre a mandioca. São eles:

Entre os parecis, povo de Mato Grosso a história é a seguinte: Zatiamare e sua esposa Kôkôtêrô tiveram um par de filhos - o menino Zôkôôiê e uma menina, Atiolô - que era desprezada pelo pai, que a el

a nunca falava senão por assobios. Amargurada pelo desprezo paterno, a menina pediu à mãe que a enterrasse viva; esta resistiu ao estranho apelo, mas ao fim de certo tempo, atendeu-a: a menina foi enterrada no cerrado, onde o calor a desagradou, e depois no campo, também

lugar que a incomodara. Finalmente, foi enterrada na mata onde foi do seu agrado; recomendou à mãe para que não olhasse quando desse um grito, o que ocorreu após algum tempo. A mãe acorreu ao lugar, onde encontrou um belo e alto arbusto que ficou rasteiro quando ela se aproximou; a índia Kôkôtêrô, porém, cuidou da planta que mais tarde colheu do solo, descobrindo que era a mandioca.[4]

Entre os bacairis a lenda conta de um vea

do que salvara o bagadu (peixe da família Practocephalus) que para recompensá-lo deu-lhe mudas da mandioca que tinha ocultas sob o leito do rio. O veado conservou a planta para alimentação de sua família, mas o herói dos bacairis, Keri, conseguiu pegar do animal a semente que distribuiu entre as mulheres da tribo.[5]

A lenda de Mani foi registrada em 1876, por Couto de Magalhães. Em domínio público, este foi o registro do folclorista:

"Em tempos idos, apareceu grávida a filha dum chefe selvagem, que residia nas imediações do lugar em que está hoje a cidade Santarém. O chefe quis punir no autor da desonra de sua filha a ofensa que sofrera seu orgulho e, para saber quem ele era, empregou debalde rogos, ameaças e por fim castigos severos. Tanto diante dos rogos como diante dos castigos a moça permaneceu inflexível, dizendo que nunca tinha tido relação com homem algum. O chefe tinha deliberado matá-la, quando lhe apareceu em sonho um homem branco que lhe disse que não matasse a moça, porque ela efetiva mente era inocente, e não tinha tido relação com homem. Passados os nove meses, ela deu à luz uma menina lindíssima e branca, causando este último fato a surpresa não só da tribo como das nações vizinhas, que vieram visitar a criança, para ver aquela nova e de sconhecida raça. A criança, que teve o nome de Mani e que andava e falava precocemente, morreu ao cabo de um ano, sem ter adoecido e sem dar mostras de dor. Foi ela enterrada dentro da própria casa, descobrindo-se e regando-se diariamente a sepultura, segundo o costume do povo. Ao cabo de algum tempo, brotou da cova uma planta que, por ser inteiramente desconhecida, deixaram de arrancar. Cresceu, floresceu e deu frutos. Os pássaros que comeram os frutos se e mbriagaram, e este fenômeno, desconhecido dos índios, aumentou-lhes a superstição pela planta. A terra afinal fendeu-se, cavaram-na e julgaram reconhecer no fruto que encontraram o corpo de Mani. Comeram-no e assim aprenderam a usar da mandioca."[6]
Câmara Cascudo acrescenta que o nome mandioca advém de Mani + oca, significando casa de Mani. É, segundo este autor, um mito tupi, recontado em obras posteriores como Lendas dos Índios do Brasil, de Herbert Baldus (1946), e Antologia de Lendas dos Índios Brasileiros, de Alberto da Costa e Silva (1956).

Variedades

Existem diversas variedades da planta, que se dividem em mandioca-doce e mandioca-brava (ou mandioca-amarga), de acordo com a presença de ácido cianídrico (que é venenoso se não for destruído pelo calor do cozimento ou do sol). Algumas regiões usam o nome aipim ou macaxeira para designar a mandioca-doce.

As variações não se restringem apen

as à quantidade de ácido cianídrico. Variam também as cores das partes de folhas, caules e raíz, bem como sua forma.

Utilização

No Brasil, a raiz tuberosa da mandioca

é consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em pedaços cozidos ou fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da Amazônia como o tacacá, o molho tucupí e com suas folhas cozidas prepara-se a maniçoba.

Dela também são feitas bebidas. Como o cauim (indígena) feito através de fermentação. Por meio de um processo

de destilação é produzida uma cachaça ou aguardente de mandioca a tiquira.[8] Possui elevado teor alcoólico. É comum no Estado do Maranhão mas é pouco conhecida no restante do Brasil.[9]

Durante a implantação do Pró-álcool a mandioca foi estudada como possível alternativa de matéria prima para a pro

dução de etanol.

Dela também se faz outra farinha o polvilho (fécula de mandioca), doce ou azedo, que serve para a preparação de diversas comidas típicas como, o pão de queijo. Apesar de frequente em países da África e da Ásia, para onde foram levadas pelos colonizadores ibéricos, o hábito de

utilizar as folhas da planta para alimentação, no Brasil, só ocorre na região Norte.

Na África é comum consumir-se, além da raiz, também as folhas jovens em forma de esparregado. Em Moçambique, estas são piladas (moídas no pilão), juntamente com alho e a própria farinha seca da raiz e depois cozinhada normalmente com um marisco (caranguejo ou camarão); esta comida se chama "matapa" e é uma das mais populares da culinári

a moçambicana. Em Angola este esparregado é conhecido como "kissaca".

A farinha de mandioca comumente é preparada a partir da mandioca-brava. Para se extrair a manipuera é necessário o uso do tipiti ou outro tipo de prensa e dela retira-se a caiarema ou carimã, no linguajado popular, polvilho.

Manipuera:

  • mani = o nome da menina,
  • puera (güera) = tem o significado de ruim (a parte ruim da mani), o que já foi, velho.

Pudim de Tapioca com calda de maracujá:

Você vai precisar de:


1 xícara de tapioca

1 litro de leite morno

1 pacote de 200 g de côco ralado

2 xícaras de açúcar
1 colher de sopa de manteiga sem sal

6 ovos batidos


Calda:

1 xícara de açúcar

1 xícara de suco de maracujá concentrado
Misturar os dois e colocar na panela até atingir ponto de fio grosso

Preparo:

Misture todos os ingrediente com o leite morno e misture, deixe de molho por 1 hora.
Mexa de vez em quando pra não empelotar. Depois coloque no forno em banho maria. Em torno de 30 minutos/40. Vc também pode fazer no microondas em forma própria por 15 minutos.

Referências:

  1. Variedade Híbrida de Mandioca, por Antônio Abrantes, artigo sobre Nagib Nassar (acessado em fevereiro de 2009)
  2. Dicionário Aurélio, verbete mandioca
  3. Dicionário Aurélio, verbetes aiapuã, caiabana e caarina
  4. CASCUDO, Dicionário do Folclore Brasileiro, verbete mandioca: este mito foi registrado por Clemente Brandenburger, in: Lendas dos nossos índios
  5. CASCUDO, op. cit., id., este mito foi registado por Karl von den Steinen, in: Entre os Aborígenes do Brasil Central
  6. COUTO DE MAGALHÃES, José Vieira. O Selvagem, pp. 134-135 - transcrito por CASCUDO, op. cit, verbete Mani.
  7. CASCUDO, op. cit., verbete Mani
  8. Tiquira – a prima pobre
  9. Outra peculiaridade do Maranhão: a tiquira, cachaça de coloração lilás.

16 de abril de 2010

Vinhos com rótulo em Braile




A idéia da agência de comunicação espanhola Baud foi simplesmente genial ao criar um rótulo em Braille, o sistema de leitura e escrita para deficientes visuais, para os vinhos
Lazarus.
O vinho com o
rótulo laranja, tem como castas a Syrah e a Merlot e o vinho com rótulo preto é um corte de Tempranillo, Syrah e Merlot.

Fonte: http://blog.tribunadonorte.com.br

30 de março de 2010

Coelhinho da Páscoa que trazes pra mim

Um ovo
Dois ovos
Três ovos
Assim.
Epa, peraí.
Ovo?
Coelhinho?
Que coisa é essa?
Vamos destrinchar toda essa mística que gira em torno da Páscoa.

Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que para os hebreus significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, aberto para que os filhos de Israel que Moisés conduzia, chegassem a Terra Prometida.

Até hoje os judeus se reunem para o "Seder", um jantar especial que é feito em família e dura oito dias.

Para os cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: a Ressurreição.

Em tempos antigos, no hemisfério norte, a celebração da páscoa era marcada com o fim do inverno e o início da primavera.
Tempo em que animais e plantas reaparecem.
Os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.

Nas culturas pagãs, o ovo traz a idéia de começo de vida.
Os povos costumavam presentear os amigos com ovos, desejando-lhes boa sorte.
Os chineses já costumavam distribuir ovos coloridos entre amigos, na primavera, como referência à renovação da vida.

Existem muitas lendas sobre os ovos.
A mais conhecida é a dos persas: eles acreditavam que a terra havia caído de um ovo gigante e, por este motivo, os ovos tornaram-se sagrados.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos.

Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças.

Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Pintar ovos com cores da primavera, para celebrar a páscoa, foi adotado pelos cristãos, nos século XVIII.

A igreja doava aos fiéis os ovos bentos.

A substituição dos ovos cozidos e pintados por ovos de chocolate, pode ser justificada pela proibição do consumo de carne animal, por alguns cristãos, no período da quaresma.

A versão mais aceita é a de que o surgimento da indústria do chocolate, em 1830, na Inglaterra, fez o consumo de ovos de chocolate aumentar.

Por sua grande fecundidade, o coelho tornou-se o símbolo mais popular da Páscoa. É que ele simboliza a Igreja que, pelo poder de cristo, é fecunda em sua missão de propagar a palavra de Deus a todos os povos. [1]

Agora falemos do chocolate, que causa frisson e carrega uma legião de admiradores.

O chocolate é feito de sementes de uma árvore nativa da nossa Amazônia.

O "Theobroma Cacao", que contém poucas quantidades de cafeína, mas rico em teobromina, e, em ambos a cafeína e a teobromina, são substâncias químicas proximas as que se formam dentro do organismo de qualquer ser humano normal.

Assim como a cafeína, a teobromina é um estimulante, excitante, porém o potencial viciante do chocolate é enorme.

O cacau entrou no México, trazido dos trópicos da América do Sul, muito, mas muito tempo antes da conquista espanhola. (1519-1521)

O cacau no México exercia um papel obrigatório e habitual nas religiões Maia e Azteca.

Na cultura Maia, as sementes de cacau eram usadas como dinheiro.

Relatos contam que o manda chuva Montezuma tinha um vício grande pelo cacau moído.

Existem relatos que na coroação de Montezuma II em 1502, foi servida uma mistura de chocolate moído e cogumelos ricos em psilobicina aos convidados.

Imaginem!

Não consigo nem pensar nessa coroação.

Hernan Cortez - conquistador do Império Azteca - ouviu de sua amante Dona Mariana, que o cacau tinha um grande poder afrodisiaco, Cortez se animou, e, é claro queria iniciar logo o cultivo da plantinha.

E prontamente escreveu ao imperador Carlos V.

"Foram plantadas duas mil árvores nas terras da fazenda; os frutos são parecidos com as amêndoas, e são vendidas em pó"

Algum tempo depois, o chocolate foi importado para a Espanha, e rapidamente tornou-se popular.

Mas a sua propagação foi lenta.

O chocolate só apareceu na Itália e nos Países Baixos em 1606, e chegou a França e Inglaterra por volta de 1650.

Mas houve um período durante o reino de Frederico II, onde ele era o veículopara os venenos usados na época.

Claro saboroso, é muito mais fácil envenenar alguém.

A popularidade e a produção do chocolate cresceram

O chocolate tornou-se a base da expansão do império mercantil.

Hoje movimenta milhões.

"A taça que alegra mas não inebria"


[1] - A vitória da Páscoa, Georges Chevrot, Editora Quadrante, São Paulo, 2002

26 de março de 2010

A Priprioca

Sempre adorei as coisas do Brasil adorei, e meu foco de pesquisas são os sabores do Brasil e seu ingredientes.
Sou uma apaixonada pelo Norte, e pelas coisas que só o Norte nos dá.
Ontem recebi a Revista Gula, estou ainda meio estranha com a revista após a mudança da linha editorial, mas...

E na revista só se fala da tal da Priprioca, já sei que teremos uma lavagem cerebral pela frente, e tal da priprioca, vai ser enfiada em tudo quanto é lugar. Isso realmente é uma coisa que me cansa.
Na revista por exemplo desde bebidas caipirinhas e comidas, tudo se chama Priprioca, pô gente a priprioca é só um ingrediente.
E na verdade, não é por que conheço a priprioca fazem mais de 9 anos, que todo mundo é obrigado a conhecer.
Mas para elucidar o tal, resolvi escrever sobre ela.
Na verdade na culinária, ela entre meio que como uma baunilha cabocla, mas vamos a algo mais explicativo.

Planta que constitui o principal ingrediente dos encantados banhos de cheiro usados pelos paraenses nas festas de São João e nas comemorações de final de ano, a priprioca representa uma importante fonte de renda para famílias de produtores rurais e feirantes do estado do Pará, como os que trabalham no mercado do Ver-O-Peso, em Belém.
Desde 2000, esse vegetal é alvo de estudos realizados pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), em parceria com outras instit
uições de pesquisa do Estado, e cujos resultados estão reunidos no livro Priprioca: um recurso aromático do Pará, lançado no último dia 11, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.

Desenvolvidas pelo Museu Goeldi, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Embrapa Amazônia Oriental e Universidade do Estado do Pará (UEPA), essas pesquisas permitem que se conheça melhor a priprioca, principalmente suas estruturas; aspectos botânicos, químicos e farmacológicos; e locais de ocorrência.
Os estudos traçam também um panorama das cadeias produtiva e comercial desse vegetal que apresenta aroma que a muitos seduz.


"Priprioca é o nome vulgar", informa a pesquisadora Raimunda Potiguara, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu Goeldi.
Ela explica que a denominação popular engloba, na verdade, três espécies: Cyperus articulatus, Cyperus prolixus e Cyperus rotundus, as duas últimas popularmente conhecidas como pripriocão e priprioquinha, respectivamente. "Elas tê
m morfologias diferentes.
O pripriocão chegou a ser cultivado, mas seu óleo essencial não apresentou aroma tão agradável quanto o da priprioca, cuja qualidade olfativa é superior", conta Graça Zoghbi, também especialista da CBO.

CHEIRO DO PARÁ PARA O BRASIL INTEIRO Museu Goeldi e UFRA compartilham o pioneirismo no estudo dessa planta tão importante para o sustento dos caboclos da Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, e dos municípios paraenses de Santo Antônio do Tauá e Acará.

E tudo começou com o projeto
Plantas Aromáticas na Amazônia: Alternativa Econômica para Comunidades Rurais, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado para a análise das cadeias produtivas de plantas aromáticas do Pará e executado pelas duas instituições.
"Durante o projeto, verificamos que a priprioca era muito comercializada no Estado", conta Zoghbi.
Ela recorda que começou a incentivar os demais pesquisadores do Museu para a realização de pesquisas voltadas para a planta, que, segundo informa, tem cultivo em escala comercial somente no Pará.
"O cultivo, a comercialização e a uso da pripri
oca pelas empresas de perfumaria remonta há mais de 30 anos".
A pesquisadora relata que esse vegetal foi cultivado inicialmente em Acará e noutros municípios do nordeste paraense, por meio do sistema de coivara, no qual os agricultores fertilizam o solo ateando fogo na vegetação e utilizando os resíduos dessa queimada como adubo.
Posteriormente, os caboclos passaram a utilizar esterco de aves como fertilizante do terreno, num processo de adubação orgânica.
"A priprioca é bastante exigente em relação ao solo. Daí que não foi difícil abandonar o sistema de coivara, que não é ecologicam
ente correto, para utilizar adubos orgânicos", revela Graça Zoghbi.
E é embaixo da terra que se desenvolve a parte mais cobiçada da priprioca, os tubérculos, estruturas subterrâneas que apresentam o aroma agradável que chamou a atenção não só da população paraense e da ciência, mas também de grandes empresas de cosméticos, como a
Natura.
"Além de ter um perfume denominado 'Priprioca', a empresa de cosméticos Natura também usa essa planta na composição de outros produtos", informa Zoghbi.
Mas quem quiser usufruir do cheiro
bom dessa planta aromática sem onerar o bolso pode procurar o mercado do Ver-O-Peso, cartão postal de Belém, ou lojas de produtos regionais, onde sachês – pequenos envelopes de papel que trazem o tubérculo da priprioca em forma de pó - são vendidos a preços que podem variar entre R$ 2 ou R$ 3.
E a cobiça da indústria nacional de fragrâncias pela priprioca existe em função do óleo essencial desse vegetal, extraído, principalmente, do tubérculo.
"O óleo é muito interessante para a perfumaria, pois apresenta qualidade olfativa excelente e também confere uma fixação do perfume", sugere Zoghbi.


ALÉM DO BANHO, CAMA E MESA

Além de evocar boas energias para a festa de São João ou para o ano que entra por meio do banho, a priprioca também apresenta efeitos analgésicos e anti-bacterianos, dentre outros, que, segundo relatos científicos, podem auxiliar no alívio de dores ou baixar a febre e, dessa forma, ajudar qualquer doente a levantar da cama.
No artigo intitulado Uso e importância econômica da Priprioca no Pará, escrito por Jorge Oliveira, também da Coordenação de Botânica, do Museu Goeldi, em parceria com Graça Zoghbi, há relato de que os tubérculos foram utilizados, durante muito tempo, na elaboração de uma tintura analgésica e antitérmica.
O líquido, denominado "vinagre arom
ático", era comercializado nas farmácias ou produzido de forma caseira e continha, além da priprioca, o vinagre, folhas de eucalipto e dentes de alho. Essa tintura banhava compressas geralmente aplicadas na testa, contra dor de cabeça, e no peito e costas do paciente para atenuar a febre.
Esse vegetal também é utilizado, em menor escala, para fins decorativos: a "palha" da priprioca - como é conhecido, no artesanato, o escapo floral que constitui a parte aérea da espécie - é reaproveitada pelo artesão Josué Meireles no acabamento de peças decorativas como vasos, cinzeiros e caixinhas de madeira.
"É um uso da priprioca que
poucos conhecem aqui no Pará", informa Zoghbi. "Ele trabalha o que não é utilizado na perfumaria, que é o caule, também desprezado pelos feirantes.
Com um pequeno cultivo no seu quintal, Josué Meireles abre, seca e tinge o caule".

A pesquisadora ressalta a agilidade do artesão, o qual conheceu por intermédio de um programa de televisão e que comercializa o trabalho de decoração na tradicional feirinha da Praça da República, no centro de Belém. "É um trabalho bem interessante".

FRUTOS DA PRIPRIOCA

Segundo Graça Zoghbi, os estudos com a priprioca proporcionaram o investimento na formação de recursos humanos qualificados para a Amazônia, por meio da concessão de bolsas de iniciação científica e apoio técnico, da formação de mestres e doutores e da realização de trabalhos de conclusão de curso com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre esse recurso aromático paraense.
E esses frutos não são apenas para o Museu Goeldi, mas para todas as instituições que, ao longo desses oito anos, empreenderam esforços no sentido de conhecer e dar a conhecer essa planta tão importante para o sustento de caboclos do interior do Pará.
Graça recorda que, no trilhar desse caminho científico, foi essencial a parceria estabelecida pelo Museu Goeldi com vários pesquisadores, dentre eles, Pergentino Sousa e Gisele Guilhon, da UFPA; Milton Mota e Carmem Célia, da UFRA; e Antônio Pedro, da Embrapa Amazônia Oriental, além das parcerias de casa, com os estudiosos Eloísa Andrade, Raimunda Potiguara, Jorge Oliveira, Elielson Rocha e Léa Carrera, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu.

UM RECURSOS AROMÁTICO DO PARÁ

E as descobertas feitas ao longo dessa quase uma década de pesquisas concretizaram-se na obra Priprioca: Um recurso aromático do Pará, que compila 21 artigos científicos de botânicos do MPEG, UFPA, UFRA, Embrapa e UEPA, organizados pelas pesquisadoras Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, da CBO, do Museu.
Lançado no último dia 11, em Belém, com o patrocínio do Banco da Amazônia, o livro aborda, dentre outros temas, a distribuição geográfica, o uso e a importância econômica e a análise das cadeias produtiva e comercial da priprioca.
Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi, abriu a cerimônia de lançamento da obra, ressaltando a relevância tanto da espécie quanto do livro para o cenário amazônico.

"É uma espécie importante para a Amazônia, que pa
ssou a ser importante também para outras regiões", disse. Vieira também destacou Priprioca: um recurso aromático do Pará como elo entre as cadeias de conhecimento, produção e comercialização da planta.
Josebel Akel Fares, da
Universidade do Estado do Pará, destacou a importância da parceria entre a instituição e o Museu Goeldi. Ao final do lançamento, as autoras, Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, autografaram a obra, vendida na ocasião pelo preço promocional de R$ 20.

ONDE COMPRAR Livro:

Priprioca: Um recurso aromático
do Pará Preço: R$ 25,00 Livraria do Museu
Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi Térreo da Rocinha Av. Gov. Magalhães Barata, 376 Bairro de São Brás – Belém/PA CEP 66040-170 – Brasil Telefone: 55-91-32191252 Fax: (91) 3259-6588
E-mail: livraria@museu-goeldi.br
Web:
Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi Av. Perimetral, 1901 Bairro da Terra Firme – Belém/PA CEP 66077-530 – Brasil Telefone/Fax: (91) 3274-1811
E-mail: mgdoc@museu-goeldi.br
FONTE Museu Paraense Emilio Goeldi Serviço de Comunicação Social

Links de referencia:

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico www.cnpq.br Universidade Federal Rural da Amazônia www.ufra.edu.br
Serviço de Comunicação Social comunicacao@museu-goeldi.br
Universidade do Estado do Pará www.uepa.br
Universidade Federal do Pará www.ufpa.br
Museu Paraense Emilio Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa Amazônia Oriental www.cpatu.embrapa.br
livraria@museu-goeldi.br livraria@museu-goeldi.br
mgdoc@museu-goeldi.br mgdoc@museu-goeldi.br
Museu Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa www.embrapa.br





3 de março de 2010

Dicas de Filmes


Adoro tudo relacionado a gastronomia. Novidade! Filmes, livro, tudo. Então como o calor deu uma trégua e é muito bom assitir a um bom filme, pelo menos assim fugimos das programações caóticas da TV, segue uma excelente dica de filme: O Jantar - Título Original - La Cena
ANO: 1998
PAIS DE ORIGEM: Itália/França
IDIOMA: Italiano
DURAÇÃO: 98 min
DIRETOR: Ettore Scola
ELENCO: Fanny Ardant; Antonio Catania; Francesca d’Aloja; Ricardo Garrone; Vittorio Gassman; Giancarlo Giannini; Marie Gillain

COMENTÁRIO
Ettore Scola repete aqui a mesma receita de “O Baile”, onde, concentrando todas as cenas em um só ambiente, se debruça sobre a análise sutilmente detalhada do ser humano enquanto individuo. Abolindo por completo qualquer recurso de efeitos especiais ou jogos de câmeras, coloca o enredo num cenário marcado pela verossimilhança com o cotidiano, e concentra a composição dos personagens no vestuário, gestos e diálogos, aos quais faz jus a interpretação do elenco. Ettore consegue criar com soberba densidade dramática, um microcosmo minimalista, onde o humor se intercala como humanismo e a poesia.
A história se fragmenta e se complementa em vários núcleos, que expõem a vida, e a forma como esta é encarada, através de atitudes circunstanciais. Os 98 minutos do filme se passam na sala de um restaurante e seus adjacentes (cozinha e recepção), aonde os personagens vão traçando o roteiro na medida em que chegam.
Os conflitos, mais ou menos profundos, apresentados de uma forma mais ou menos escancarada, de cada núcleo, são acompanhados pelo delicioso cardápio, e pelos vinhos que aconchegam e desinibem o espírito. Os pratos, escolhidos pelos fregueses ou indicados pelo garçom, são o retrato da tradicional cozinha italiana, orquestrados pela maestria de um cozinheiro que deixa a alma impregnar-se pelo paladar. O valor dado à essência da gastronomia é enfatizado pela indignação do garçom, quando uma família de japoneses insiste em colocar catchup no prato que lhe é servido.
Neste filme, a culinária é também um personagem constantemente presente, e embora as câmeras não foquem a aparência dos alimentos num contexto enfático, os mais apaixonados por esta arte, acabam recorrendo à imaginação para tentar descobrir como e com o quê cada item do cardápio foi elaborado.

1 de março de 2010

Como tirar a pele de pimentões?


Por várias vezes eu já ouvi pessoas perguntando como tirar a pele dos pimentões, alguns acham que pimentões com pele são um pouco indigestos, outros dizem que é para a receita ficar mais saborosa e delicada.
Realmente, pimentões com casca em determinados pratos são mesmo indigestos.

Então aí vai a super dica:
Como Tirar a Pele de Pimentões
Há várias maneiras de se pelar pimentões, sendo mais simples raspá-los com um descascador de legumes. No entanto, como os pimentões têm superfícies curvas, às vezes é mais fácil usar outros métodos, como assá-los.
Ao ser assado, a polpa do pimentão fica mais adocicada.

1. Ponha os pimentões sobre uma grade apoiada numa assadeira e leve ao forno (o ideal é utilizar o dourador).

Vire os pimentões até a pele ficar chamuscada e cheia de pequenas bolhas.
Outra alternativa é espetar cada pimentão com um garfo de cabo longo e segurá-lo sobre a chama do fogão, virando-o devagar até a pele ficar chamuscada e com bolhas.

2. Com a pele chamuscada, ponha os pimentões em um saco plástico e feche-o.

Deixe esfriar: o vapor preso no saco plástico ajudará a soltar a pele.
Quando os pimentões estiverem frios, tire a pele com uma faca pequena. Trabalhe sobre uma tigela para aparar o suco.
Corte o talo, a parte central e tire as sementes que restarem.

4 de outubro de 2009

Dispensáveis imperdíveis !!!


Tem achado o ambiente da sua casa um bocado desanimado? Ou a mesa de trabalho não anda nada convidativa?
Os designers da Fred&Friends oferecem soluções perfeitas para quem gosta de se cercar de criatividade, tiradas cômicas e bom gosto em formas contemporâneas. Seja na cozinha, no jardim, no lanche das crianças, na reunião com os amigos ou nas compras do supermercado, a loja oferece dezenas de soluções para problemas até hoje considerados difíceis de superar, como o roubo de canetas emprestadas ou um modo ideal de segurar um canapé. As memórias curtas contam com a ajuda de um adesivo que, colado na mão, serve de bloco de anotações, vem até com caneta especial.Já para os que cultivam uma decoração cool, há os tapetes de banheiro na forma da banana (lembra a capa do CD dos Velvet Underground feita pelo Andy Warhol). Além dessas funcionalidades, podem ser encontradas também quinquilharias totalmente dispensáveis, mas muito sedutoras, como cubos de gelo em forma de arcada dentária ou fôrmas de torrada com o desenho de Maria, mãe de Jesus.
Tendo como um de seus slogans: coisas que funcionam, colocam um sorriso no seu rosto e não custam uma fortuna, os americanos de Fred&Friends surpreendem com seu design divertidíssimo capazes de provocar ao menos uns minutos de relaxamento até durante aquela reunião de trabalho interminável. Verdadeiras ilhas de alívio num cotidiano cada vez mais sisudo e maluco. Aos interessados, há lojas espalhadas por todo Estados Unidos e Canadá além de, claro, um espaço virtual com todas as peças do catálogo da fascinante loja.

23 de setembro de 2009

Chefs criam bandeiras usando comida

Chefs australianos criaram uma campanha para um festival de culinária usando comida para formar as bandeiras de alguns países.Bandeira do Brasil criada por chefs australianos para o Sydney International Food Festival

O Sydney International Food Festival acontece no próximo mês na cidade australiana, e terá a presença de dezenas de chefs de diversas partes do mundo.

As bandeiras foram criadas usando comidas típicas de cada país. A bandeira do Brasil é criada com frutas como limão e abacaxi. A da Itália é formada por massa, tomate e manjericão. Já a do Japão tem um sushi.

O festival de culinária reúne chefs de diversas partes do mundo, com mercados, cursos, palestras e restaurantes temporários.

Veja outras bandeiras clicando no link:

BANDEIRAS COM COMIDA

18 de setembro de 2009

Bolo de Mel Shanah Tovah



Amanhã comemora-se o Ano Novo judeu
Hosh Roshaná, um dos mais importantes feriados do povo judeu.
Existem uma historia longa respeito disso. Eles estão comemorando o ano 5770.
Na verdade, o significado de
Hosh Roshaná concentra quatro grandes temas que se interligam.
São eles:

* o Ano Novo judaico

* o dia do julgamento

* o dia da lembrança

* o dia do toque do shofar

O Hosh Roshaná um dos dois Grandes Feriados da religião judaica; o outro é o Yom Kipur, que acontece 10 dias após o início do Hosh Roshaná.
Estes dois feriados formam o periodo dos Grandes Feriados e, sem sombra de dúvida, é a época mais significativa do ano judaico, onde é dada aos homens a chance de arrepender-se de seus pecados e pedir perdão a Deus.

Durante os Grandes Feriados, os judeus purificam as suas almas e tem a chance de recomeçar com a consciência limpa e com a intenção de serem melhores no ano que se inicia.

Para desejar um feliz ano novo se diz:
Shanah Tovah Umetukah.
Agora vocês podem se perguntar, se eu sou judia.

Não, não sou, mas respeito as religiões e as culturas e tenho alguns amigos judeus, então segue a receita do bolo


Você vai precisar de:

- 4 ovos separados
- 1 copo de chá preto ou mate
- 1 colher (café) de nescafé dissolvido no chá

- 1 copo de mel (não muito grosso)
- 1 copo de oleo
- 1 copo de açucar

- 2 colheres (sobremesa) de fermento em pó

- 1 colher (sobremesa) de bicarbonato de sódio
- 1/2 kg de farinha de trigo

- raspas de 1 limão


Preparo:
Bater as claras em neve e reservar.
Bater as gemas com o açucar até formar um creme.

Acrescentar o oleo, o mel e os ingredientes secos peneirados juntos.
Incorporar as claras em neve fora da batedeira.

Despejar a massa em forma retangular untada e enfarinhada.
Levar ao forno pré aquecido a 180 graus por 25-30 minutos.

Obs: pode ser banhado ou decorado com chocolate meio amargo derretido em banho maria.

Então: Shanah Tovah Umetukah!!!!