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26 de março de 2010

A Priprioca

Sempre adorei as coisas do Brasil adorei, e meu foco de pesquisas são os sabores do Brasil e seu ingredientes.
Sou uma apaixonada pelo Norte, e pelas coisas que só o Norte nos dá.
Ontem recebi a Revista Gula, estou ainda meio estranha com a revista após a mudança da linha editorial, mas...

E na revista só se fala da tal da Priprioca, já sei que teremos uma lavagem cerebral pela frente, e tal da priprioca, vai ser enfiada em tudo quanto é lugar. Isso realmente é uma coisa que me cansa.
Na revista por exemplo desde bebidas caipirinhas e comidas, tudo se chama Priprioca, pô gente a priprioca é só um ingrediente.
E na verdade, não é por que conheço a priprioca fazem mais de 9 anos, que todo mundo é obrigado a conhecer.
Mas para elucidar o tal, resolvi escrever sobre ela.
Na verdade na culinária, ela entre meio que como uma baunilha cabocla, mas vamos a algo mais explicativo.

Planta que constitui o principal ingrediente dos encantados banhos de cheiro usados pelos paraenses nas festas de São João e nas comemorações de final de ano, a priprioca representa uma importante fonte de renda para famílias de produtores rurais e feirantes do estado do Pará, como os que trabalham no mercado do Ver-O-Peso, em Belém.
Desde 2000, esse vegetal é alvo de estudos realizados pelo Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG), em parceria com outras instit
uições de pesquisa do Estado, e cujos resultados estão reunidos no livro Priprioca: um recurso aromático do Pará, lançado no último dia 11, no Espaço Cultural do Banco da Amazônia.

Desenvolvidas pelo Museu Goeldi, Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade Federal do Pará (UFPA), Embrapa Amazônia Oriental e Universidade do Estado do Pará (UEPA), essas pesquisas permitem que se conheça melhor a priprioca, principalmente suas estruturas; aspectos botânicos, químicos e farmacológicos; e locais de ocorrência.
Os estudos traçam também um panorama das cadeias produtiva e comercial desse vegetal que apresenta aroma que a muitos seduz.


"Priprioca é o nome vulgar", informa a pesquisadora Raimunda Potiguara, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu Goeldi.
Ela explica que a denominação popular engloba, na verdade, três espécies: Cyperus articulatus, Cyperus prolixus e Cyperus rotundus, as duas últimas popularmente conhecidas como pripriocão e priprioquinha, respectivamente. "Elas tê
m morfologias diferentes.
O pripriocão chegou a ser cultivado, mas seu óleo essencial não apresentou aroma tão agradável quanto o da priprioca, cuja qualidade olfativa é superior", conta Graça Zoghbi, também especialista da CBO.

CHEIRO DO PARÁ PARA O BRASIL INTEIRO Museu Goeldi e UFRA compartilham o pioneirismo no estudo dessa planta tão importante para o sustento dos caboclos da Ilha de Cotijuba, distrito de Belém, e dos municípios paraenses de Santo Antônio do Tauá e Acará.

E tudo começou com o projeto
Plantas Aromáticas na Amazônia: Alternativa Econômica para Comunidades Rurais, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), voltado para a análise das cadeias produtivas de plantas aromáticas do Pará e executado pelas duas instituições.
"Durante o projeto, verificamos que a priprioca era muito comercializada no Estado", conta Zoghbi.
Ela recorda que começou a incentivar os demais pesquisadores do Museu para a realização de pesquisas voltadas para a planta, que, segundo informa, tem cultivo em escala comercial somente no Pará.
"O cultivo, a comercialização e a uso da pripri
oca pelas empresas de perfumaria remonta há mais de 30 anos".
A pesquisadora relata que esse vegetal foi cultivado inicialmente em Acará e noutros municípios do nordeste paraense, por meio do sistema de coivara, no qual os agricultores fertilizam o solo ateando fogo na vegetação e utilizando os resíduos dessa queimada como adubo.
Posteriormente, os caboclos passaram a utilizar esterco de aves como fertilizante do terreno, num processo de adubação orgânica.
"A priprioca é bastante exigente em relação ao solo. Daí que não foi difícil abandonar o sistema de coivara, que não é ecologicam
ente correto, para utilizar adubos orgânicos", revela Graça Zoghbi.
E é embaixo da terra que se desenvolve a parte mais cobiçada da priprioca, os tubérculos, estruturas subterrâneas que apresentam o aroma agradável que chamou a atenção não só da população paraense e da ciência, mas também de grandes empresas de cosméticos, como a
Natura.
"Além de ter um perfume denominado 'Priprioca', a empresa de cosméticos Natura também usa essa planta na composição de outros produtos", informa Zoghbi.
Mas quem quiser usufruir do cheiro
bom dessa planta aromática sem onerar o bolso pode procurar o mercado do Ver-O-Peso, cartão postal de Belém, ou lojas de produtos regionais, onde sachês – pequenos envelopes de papel que trazem o tubérculo da priprioca em forma de pó - são vendidos a preços que podem variar entre R$ 2 ou R$ 3.
E a cobiça da indústria nacional de fragrâncias pela priprioca existe em função do óleo essencial desse vegetal, extraído, principalmente, do tubérculo.
"O óleo é muito interessante para a perfumaria, pois apresenta qualidade olfativa excelente e também confere uma fixação do perfume", sugere Zoghbi.


ALÉM DO BANHO, CAMA E MESA

Além de evocar boas energias para a festa de São João ou para o ano que entra por meio do banho, a priprioca também apresenta efeitos analgésicos e anti-bacterianos, dentre outros, que, segundo relatos científicos, podem auxiliar no alívio de dores ou baixar a febre e, dessa forma, ajudar qualquer doente a levantar da cama.
No artigo intitulado Uso e importância econômica da Priprioca no Pará, escrito por Jorge Oliveira, também da Coordenação de Botânica, do Museu Goeldi, em parceria com Graça Zoghbi, há relato de que os tubérculos foram utilizados, durante muito tempo, na elaboração de uma tintura analgésica e antitérmica.
O líquido, denominado "vinagre arom
ático", era comercializado nas farmácias ou produzido de forma caseira e continha, além da priprioca, o vinagre, folhas de eucalipto e dentes de alho. Essa tintura banhava compressas geralmente aplicadas na testa, contra dor de cabeça, e no peito e costas do paciente para atenuar a febre.
Esse vegetal também é utilizado, em menor escala, para fins decorativos: a "palha" da priprioca - como é conhecido, no artesanato, o escapo floral que constitui a parte aérea da espécie - é reaproveitada pelo artesão Josué Meireles no acabamento de peças decorativas como vasos, cinzeiros e caixinhas de madeira.
"É um uso da priprioca que
poucos conhecem aqui no Pará", informa Zoghbi. "Ele trabalha o que não é utilizado na perfumaria, que é o caule, também desprezado pelos feirantes.
Com um pequeno cultivo no seu quintal, Josué Meireles abre, seca e tinge o caule".

A pesquisadora ressalta a agilidade do artesão, o qual conheceu por intermédio de um programa de televisão e que comercializa o trabalho de decoração na tradicional feirinha da Praça da República, no centro de Belém. "É um trabalho bem interessante".

FRUTOS DA PRIPRIOCA

Segundo Graça Zoghbi, os estudos com a priprioca proporcionaram o investimento na formação de recursos humanos qualificados para a Amazônia, por meio da concessão de bolsas de iniciação científica e apoio técnico, da formação de mestres e doutores e da realização de trabalhos de conclusão de curso com o objetivo de ampliar o conhecimento sobre esse recurso aromático paraense.
E esses frutos não são apenas para o Museu Goeldi, mas para todas as instituições que, ao longo desses oito anos, empreenderam esforços no sentido de conhecer e dar a conhecer essa planta tão importante para o sustento de caboclos do interior do Pará.
Graça recorda que, no trilhar desse caminho científico, foi essencial a parceria estabelecida pelo Museu Goeldi com vários pesquisadores, dentre eles, Pergentino Sousa e Gisele Guilhon, da UFPA; Milton Mota e Carmem Célia, da UFRA; e Antônio Pedro, da Embrapa Amazônia Oriental, além das parcerias de casa, com os estudiosos Eloísa Andrade, Raimunda Potiguara, Jorge Oliveira, Elielson Rocha e Léa Carrera, da Coordenação de Botânica (CBO), do Museu.

UM RECURSOS AROMÁTICO DO PARÁ

E as descobertas feitas ao longo dessa quase uma década de pesquisas concretizaram-se na obra Priprioca: Um recurso aromático do Pará, que compila 21 artigos científicos de botânicos do MPEG, UFPA, UFRA, Embrapa e UEPA, organizados pelas pesquisadoras Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, da CBO, do Museu.
Lançado no último dia 11, em Belém, com o patrocínio do Banco da Amazônia, o livro aborda, dentre outros temas, a distribuição geográfica, o uso e a importância econômica e a análise das cadeias produtiva e comercial da priprioca.
Ima Vieira, diretora do Museu Paraense Emilio Goeldi, abriu a cerimônia de lançamento da obra, ressaltando a relevância tanto da espécie quanto do livro para o cenário amazônico.

"É uma espécie importante para a Amazônia, que pa
ssou a ser importante também para outras regiões", disse. Vieira também destacou Priprioca: um recurso aromático do Pará como elo entre as cadeias de conhecimento, produção e comercialização da planta.
Josebel Akel Fares, da
Universidade do Estado do Pará, destacou a importância da parceria entre a instituição e o Museu Goeldi. Ao final do lançamento, as autoras, Graça Zoghbi e Raimunda Potiguara, autografaram a obra, vendida na ocasião pelo preço promocional de R$ 20.

ONDE COMPRAR Livro:

Priprioca: Um recurso aromático
do Pará Preço: R$ 25,00 Livraria do Museu
Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi Térreo da Rocinha Av. Gov. Magalhães Barata, 376 Bairro de São Brás – Belém/PA CEP 66040-170 – Brasil Telefone: 55-91-32191252 Fax: (91) 3259-6588
E-mail: livraria@museu-goeldi.br
Web:
Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna Campus de Pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi Av. Perimetral, 1901 Bairro da Terra Firme – Belém/PA CEP 66077-530 – Brasil Telefone/Fax: (91) 3274-1811
E-mail: mgdoc@museu-goeldi.br
FONTE Museu Paraense Emilio Goeldi Serviço de Comunicação Social

Links de referencia:

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico www.cnpq.br Universidade Federal Rural da Amazônia www.ufra.edu.br
Serviço de Comunicação Social comunicacao@museu-goeldi.br
Universidade do Estado do Pará www.uepa.br
Universidade Federal do Pará www.ufpa.br
Museu Paraense Emilio Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa Amazônia Oriental www.cpatu.embrapa.br
livraria@museu-goeldi.br livraria@museu-goeldi.br
mgdoc@museu-goeldi.br mgdoc@museu-goeldi.br
Museu Goeldi www.museu-goeldi.br
Embrapa www.embrapa.br





3 de março de 2010

Dicas de Filmes


Adoro tudo relacionado a gastronomia. Novidade! Filmes, livro, tudo. Então como o calor deu uma trégua e é muito bom assitir a um bom filme, pelo menos assim fugimos das programações caóticas da TV, segue uma excelente dica de filme: O Jantar - Título Original - La Cena
ANO: 1998
PAIS DE ORIGEM: Itália/França
IDIOMA: Italiano
DURAÇÃO: 98 min
DIRETOR: Ettore Scola
ELENCO: Fanny Ardant; Antonio Catania; Francesca d’Aloja; Ricardo Garrone; Vittorio Gassman; Giancarlo Giannini; Marie Gillain

COMENTÁRIO
Ettore Scola repete aqui a mesma receita de “O Baile”, onde, concentrando todas as cenas em um só ambiente, se debruça sobre a análise sutilmente detalhada do ser humano enquanto individuo. Abolindo por completo qualquer recurso de efeitos especiais ou jogos de câmeras, coloca o enredo num cenário marcado pela verossimilhança com o cotidiano, e concentra a composição dos personagens no vestuário, gestos e diálogos, aos quais faz jus a interpretação do elenco. Ettore consegue criar com soberba densidade dramática, um microcosmo minimalista, onde o humor se intercala como humanismo e a poesia.
A história se fragmenta e se complementa em vários núcleos, que expõem a vida, e a forma como esta é encarada, através de atitudes circunstanciais. Os 98 minutos do filme se passam na sala de um restaurante e seus adjacentes (cozinha e recepção), aonde os personagens vão traçando o roteiro na medida em que chegam.
Os conflitos, mais ou menos profundos, apresentados de uma forma mais ou menos escancarada, de cada núcleo, são acompanhados pelo delicioso cardápio, e pelos vinhos que aconchegam e desinibem o espírito. Os pratos, escolhidos pelos fregueses ou indicados pelo garçom, são o retrato da tradicional cozinha italiana, orquestrados pela maestria de um cozinheiro que deixa a alma impregnar-se pelo paladar. O valor dado à essência da gastronomia é enfatizado pela indignação do garçom, quando uma família de japoneses insiste em colocar catchup no prato que lhe é servido.
Neste filme, a culinária é também um personagem constantemente presente, e embora as câmeras não foquem a aparência dos alimentos num contexto enfático, os mais apaixonados por esta arte, acabam recorrendo à imaginação para tentar descobrir como e com o quê cada item do cardápio foi elaborado.

Slow Food – Princípios Da Nova Gastronomia


Excelente dica de livro:

Slow Food preconiza uma nova gastronomia. Ao gastrônomo cabe o papel que Carlos Petrini denomina “coprodutor” – alguém conhecedor da agricultura e pecuária, das condições dos trabalhadores do campo, da procedência dos produto. Ser uma pessoa ativa na mudança do planeta – rejeitar alimentos provenientes de exploração humana, de meios de transporte poluidores em excesso, de empresas que arruínam culturas locais ao se instalarem nas comunidades. Tudo isso para que um mundo mais justo e sustentável se torne realidade. Slow Food – Princípios Da Nova Gastronomia
Carlos Petrini
Editora Senac São Paulo
246 páginas
R$ 50,00

1 de março de 2010

Como tirar a pele de pimentões?


Por várias vezes eu já ouvi pessoas perguntando como tirar a pele dos pimentões, alguns acham que pimentões com pele são um pouco indigestos, outros dizem que é para a receita ficar mais saborosa e delicada.
Realmente, pimentões com casca em determinados pratos são mesmo indigestos.

Então aí vai a super dica:
Como Tirar a Pele de Pimentões
Há várias maneiras de se pelar pimentões, sendo mais simples raspá-los com um descascador de legumes. No entanto, como os pimentões têm superfícies curvas, às vezes é mais fácil usar outros métodos, como assá-los.
Ao ser assado, a polpa do pimentão fica mais adocicada.

1. Ponha os pimentões sobre uma grade apoiada numa assadeira e leve ao forno (o ideal é utilizar o dourador).

Vire os pimentões até a pele ficar chamuscada e cheia de pequenas bolhas.
Outra alternativa é espetar cada pimentão com um garfo de cabo longo e segurá-lo sobre a chama do fogão, virando-o devagar até a pele ficar chamuscada e com bolhas.

2. Com a pele chamuscada, ponha os pimentões em um saco plástico e feche-o.

Deixe esfriar: o vapor preso no saco plástico ajudará a soltar a pele.
Quando os pimentões estiverem frios, tire a pele com uma faca pequena. Trabalhe sobre uma tigela para aparar o suco.
Corte o talo, a parte central e tire as sementes que restarem.