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13 de abril de 2011

Plum Cake

Quem me conhece bem sabe o quanto sou apaixonada por livros antigos de culinária.


Sou capaz de verdadeiros malabarismos para ter acesso a essas relíquias, no momento estou apaixonada por dois livros de 1926, que venho trabalhando em cima das receitas.


Sim antigamente se usava muita gordura, muitos ovos, herança dos portugueses. Nos dia de hoje, onde a paranóia pelo corpo virou doença, precisamos avaliar com carinho essas receitas tão deliciosas e antigas e procurar trazê-las para a realidade do nosso mundo.


E, é claro, podermos desfrutar de tais delícias.


Fiquei apaixonada por uma receita de Bolo de Natal da minha querida Cidinha Campos, e desde então essa receita habita meus pensamentos gordos.


Fui pesquisar um pouco mais, e encontrei nos meus livros do tempo de vovó garota duas receitas parecidas, sim parecidas.


Num belo domingo resolvi fazer uma delas.


Lendo a receita, percebi que não levava fermento.


Tudo bem isso não é nada de outro mundo, mas apesar de concordar que os livros antigos de culinária, eram muito melhores escritos do que os de hoje, fiquei olhando o livro com cara de pão dormido.


As duas receitas não levavam fermento.


A receita da Cidinha Campos também não leva, e a receita dela tem uma peculiaridade, não se trata necessariamente de um Bolo, ela o denominou de Pudim de Natal, e é feito em banho maria.


Bem voltando a não existência do fermento.


Eu olhava pra receita e realmente não conseguia concordar, tudo bem, sem problemas, passei um recado pra minha amiga Didi @ddaddio, via tecnologia SMS, rola pra lá e pra cá, decidi colocar fermento na receita.


MAS VEJAM BEM:


ESTA RECEITA NÃO LEVA FERMENTO, MAS EXISTEM VÁRIAS RECEITAS DE PLUM CAKE QUE LEVAM FERMENTO, INCLUSIVE A REGISTRADA NO 'LE LAROUSSE DES DESSERTS' DE PIERRE HERMÉ.


Essa foi uma experiência, na próxima eu farei a receita original sem fermento!



PLUM CAKE


125 g de manteiga

125 g de açúcar

3 ovos

125 g de farinha de trigo

60 gramas de passas pretas sem caroço

60 gramas de passas brancas sem caroço

20 ml de rum (eu coloquei muito mais)

60 g de frutas cristalizadas

PREPARO:


Bata a manteiga até virar um creme, junte o açúcar, os ovos, um de cada vez.

Bata bem.

Misture a farinha, o rum e as frutas cristalizadas.

Esse bolo normalmente é feito em forma de fundo falso, ou de bolo inglês forradas com papel manteiga.

Eu como só tinha no momento uma pequena forma de bolo inglês, fiz na forma tradicional com buraco no meio.

Até pra dar uma brasilidade ao bolo.

Show de bola me apaixonei.




Segue uma breve história do Plum Cake:


É um bolo rico, apropriado para o inverno europeu, por isso acabou sendo conhecido como Bolo de Natal. É uma tradição inglesa que começou com mingau de ameixa.


As pessoas comiam as papas na véspera de Natal, utilizando-o para "forrar seu estomago", após um dia de jejum. Logo os frutos secos, especiarias e mel foram adicionados à mistura de mingau, e, eventualmente, se transformou em pudim de Natal.

No século 16,a farinha de aveia foi retirada da receita original, e a manteiga, a farinha de trigo e os ovos foram adicionados.

Estes ingredientes ajudaram a dar corpo e estrutura a essa mistura e que resultou em um bolo de ameixas cozidas.

As famílias mais ricas que tinham fornos começaram a fazer bolos de frutas com marzipan, uma pasta de açúcar de amêndoas, para a Páscoa.

Para o Natal, eles fizeram um bolo semelhante, usando frutas secas sazonais e especiarias.

As especiarias nesse caso representa os temperos trazidos pelos Reis Magos, por isso o bolo ficou conhecido como "bolo de Natal".

Os bolos de Natal são feitos de muitas maneiras, mas geralmente eles são variações do clássico fruitcake.

Eles podem ser claros, escuros, úmidos, secos, pesados, esponjosos, fermentado, etc.

A receita escocesa tradicional bolo de Natal, também conhecida como o Dundee Whisky, é muito popular.

É um bolo esfarelado com, uvas passas, cerejas e whisky escocês.

Outros tipos de bolos de Natal sãoo bolo de creme de maçã e um bolo de carne picada. A torta de creme de maçã é feito com maçãs cortadas ao meio, tirado o miolo e inseridas inteiras nao bolo. Como também de outras frutas, passas, ovos, creme de queijo e creme de leite fresco.

O bolo feito com carne picada, nada mais é do que um bolo feito com o tradicional picadinho de carne.

Todos os bolos de Natal são feitas com antecedência. Muitos ~sao preparados com um mês de antecedência, onde se coloca o bolo num recipiente bem fechado, e diariamente (aí está a parte que eu mais gostei) borrifa-se ou pincela-se um pouco de bebida, no caso da receita acima o rum, mas pode ser conhaque , brandy, ou whisky, até o Natal.

Este processo é chamado de "alimentar" o bolo. Eu chamaria de umidece e conserva


No Japão, Bolo de Natal é um bolo gelado com morangos, chocolates ou fruta da época.

Era uma expressão utilizada para "apelidar" as mulheres com idade acima de 25anos de "bolo de Natal", o que significa que eles estão fora de temporada, como o bolo depois de 25 de dezembro. Agora, a idade é elevado para 31, ligadas à Toshikoshi-soba, um prato de macarrão consumido em 31 de dezembro.


No bolo de Natal Filipinas é um bolo de libra amarelo (bolo de libra nada mais é do que esse mesmo bolo, caracteriza-se por utilizar de quantidades iguais) com nozes ou o tradicional bolo de frutas britânico.

Ambos os bolos são embebidos em conhaque ou rum, uma calda de açúcar e de água. Costuma-se também adicionar água de rosas ou água de flor de laranjeira. Os bolos têm uma vida útil longa, geralmente durando muitos meses. Às vezes, eles são consumidos na Páscoa ou no Natal seguinte.


Referencia bibliográfica:


http://www.englishteastore.com


Com pitacos meus é claro.

1 de junho de 2010

BOLO SOUZA LEÃO


Um pouco da história do Bolo:

O doce tem lugar de destaque na culinária nordestina e traz referências do passado e do presente, frutos de heranças culturais diversas – portuguesa, hispânica, africana, ameríndia. A história nos mostra que, desde a colonização do Brasil, a presença dos doces é marcante. Nos engenhos, as prendadas senhoras da casa-grande trouxeram de Portugal uma vasta experiência na elaboração dos doces, muitos originários das cozinhas dos conventos, que passaram a compor a doçaria tradicional portuguesa. Na terra colonizada, foram feitas adaptações ou acréscimos em suas receitas, com os ingredientes locais disponíveis, sem comprometer o sabor.


Gilberto Freyre, no seu livro Açúcar, afirma: “a marmelada, o caju e a goiabada tornaram-se desde os tempos coloniais, os grandes doces das casa-grandes. A banana assada ou frita com canela, uma das sobremesas mais estimadas das casas patriarcais, ao lado do mel de engenho com farinha de mandioca, com cará, com macaxeira; ao lado do sabongo [doce de coco com o mel de engenho] e do doce de coco verde e, mais tarde, do doce com queijo – combinação tão saborosamente brasileira” (FREYRE, 1987, p. 57).


Ao lado dos doces, o Nordeste brasileiro é área por excelência dos bolos, principalmente dos bolos autorais, de receita especial de família. A exemplo deste, encontramos o Souza Leão que ganhou valor de patrimônio regional e mesmo nacional.


Segundo pesquisadores, o Bolo Souza Leão entrou na história da culinária pernambucana por intermédio de Dona Rita de Cássia Souza Leão Bezerra Cavalcanti, esposa do coronel Agostinho Bezerra da Silva Cavalcanti, proprietário do engenho São Bartolomeu, povoado de Muribeca, município de Jaboatão dos Guararapes.

De Dona Rita, renomada quituteira da época, tem-se conhecimento de que muitas de suas receitas ficaram famosas, como a do Bolo São Bartolomeu e o Bolo Souza Leão.

Alguns ingredientes do Souza Leão, originalmente europeus, foram substituídos: o trigo pela massa de mandioca e a manteiga francesa, por manteiga feita na cozinha do engenho.

O sucesso ficou garantido até a atualidade e é considerado o mais aristocrático bolo nordestino. Inclusive, na tradição de servir o bolo, existe a obrigação de utilizar pratos de porcelana ou de cristal. Provavelmente, esta exigência deva-se a importância dos Souza Leão, que o batizaram.

Conta-se, também, que ele foi servido ao imperador Dom Pedro II e sua esposa, Tereza Cristina, quando de passagem por Pernambuco, no ano de 1859.


Atualmente, é tarefa difícil identificar a receita original, que se atribuiu a Dona Rita de Cássia. Freyre (1987, p. 77), confirma: “Consegui várias receitas desse manjar, mas todas se contradizem, a ponto de me fazerem duvidar da existência de um bolo Sousa Leão orotodoxo [verdadeiro].

Consegui-as quase como quem violasse segredos maçônicos”. Os descendentes da família Souza Leão são provenientes de onze engenhos de Pernambuco. Com o passar dos anos, a receita original foi sofrendo pequenas variações nos ingredientes, e cada ramificação da família afirma ser sua a receita verdadeira. Deixando à parte essa disputa, a verdade é que qualquer que seja a versão apresentada, o bolo é sempre bom, cremoso, lembrando um pudim, e quem o degusta, nunca o esquece.


Fonte: Fundação Joaquim Nabuco



Você vai precisar de:
  • 1/2 kg de puba (massa de mandioca mole) bem lavada e espremida
  • 6 gemas
  • 750ml de leite de coco
  • 1 xícara de água
  • 500g de açúcar
  • 200g de manteiga
  • 1 colher de café de sal
  • 200g de castanha de cajú
Preparo:

Numa tigela grande ponha a puba e vá juntando as gemas, uma de cada vez, misturando bem.
Acrescente o leite de coco e mexa bem.
Faça uma calda, em ponto de fio brando com o açúcar e a água, junte a manteiga e despeje aos poucos sobre a massa de puba, mexendo sempre.
Ponha o sal e passe tudo na peneira. Junte a castanha e leve ao forno pré-aquecido, em forma de furo untada e polvilhada, por cerca de uma hora.

4 de maio de 2010

Bolo Indígena


Evidentemente adaptado pra que todos possam fazê-lo.

Você vai precisar de:

2 xícaras de chá de farinha de milho grossa ou média

2 xícaras de leite

1 1/2 xícara de açúcar

1/2 xícara de óleo

100 g de coco ralado (eu coloco 200)

3 ovos (separe claras e gemas)

1 colher de sobremesa de fermento


Preparo:


Misture na panela a farinha de milho, o leite, o açúcar e o óleo.

Cozinhe por 5 minutos.
Deixe esfriar.
Depois de frio, misture as gemas com o coco ralado.
Delicadamente misture as claras em neve.
Forma untada e enfarinhada.

Asse em forno médio por 45 minutos