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| Cooperativas e indústrias de vinho do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina vão receber apoio do governo federal para a comercialização de 38 milhões de litros da bebida nesta safra. O primeiro edital, para 16 milhões de litros, deve ser publicado pela Conab ainda nesta semana.A negociação será por meio de Prêmio para o Escoamento do Produto (PEP). Diferentemente de 2008, a emissão da nota fiscal da indústria para o produtor poderá ocorrer durante a comercialização e o pagamento, realizado após a industrialização. O novo regulamento foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (3). Segundo o diretor de Logística e Gestão Empresarial da Conab, Sílvio Porto, a atuação do governo permitirá uma equalização do volume em estoques, abrindo espaço para que as cooperativas e indústrias cumpram o valor do preço mínimo, de R$ 0,46. A mudança atende orientação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Viticultura, Vinhos e Derivados. O assunto foi discutido no ano passado pelo governo e representantes do setor, que reclamavam do acesso às operações. Para receber o PEP o arrematante precisa apresentar à Conab duas notas fiscais: a primeira deve ser emitida pelo produtor, garantindo que ele foi remunerado pelo preço de referência e, a outra, expedida pelo próprio arrematante do prêmio, comprovando o escoamento para as regiões determinadas no edital. No ano passado, a Companhia ofertou subvenções para o escoamento e destilação de 177 milhões de litros de vinho. Indústrias e cooperativas arremataram prêmios para 26,6 milhões de litro. Fonte: Agencia Safras |



Se há culturas que são duramente prejudicadas com a estiagem, as vinícolas não veem motivos para preocupação. A seca favorece a maturação das uvas, que já são colhidas desde o início da semana na fronteira oeste e na região serrana do Rio Grande do Sul.
Apesar de a falta de chuva não atrapalhar, a safra deste ano será menor do que em 2008. Na Vinícola Aliança, em Santana do Livramento, safristas não medem esforços sob sol quente para colher as uvas em 40 hectares. São 300 toneladas que devem ser coletadas até meados de março. A torcida é para que a precipitação não seja abundante durante o processo.
– Dessa forma, a planta acaba não sugando água do solo, concentrando mais açúcar, preservando o sabor na fruta – diz o técnico Odinei Cardoso.
A safra deste ano no Rio Grande do Sul deverá ficar entre 441 milhões e 504 milhões de quilos. No ano passado, foram produzidos 630 milhões de quilos. E a culpa não é da estiagem. O inverno rigoroso e a chuva abundante entre setembro e outubro do ano passado, no período de floração das lavouras, prejudicaram o desenvolvimento das frutas.
Apesar disso, a expectativa para 2009 é de um mercado mais favorável aos vinhos nacionais. Com a crise, a intenção é conseguir vender no mercado interno diante de uma concorrência importada mais cara, devido à alta do dólar. Para o vice-presidente da União Brasileira de Vitivinicultura, Deunir Argenta, parte disso depende de uma valorizar do produto nacional.

